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terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

PPP - 2013


 Escola Municipal Rural do Ensino Fundamental Padre Dionísio Kuduavizcz




Projeto Político Pedagógico
2012/2013









              

Gleba Cascata – 2013






















Projeto Político Pedagógico























Gleba Cascata – 2013



















“É preciso entender o Projeto Político Pedagógico da escola como um situar-se num horizonte de possibilidades na caminhada, no cotidiano, imprimindo uma direção que se deriva de respostas a um feixe de indagações tais como: que educação se quer e que tipo de cidadão se deseja, para que projeto de sociedade? A direção se fará ao se entender e propor uma organização que se funda no entendimento compartilhado dos professores, dos alunos e demais interessados em educação.”
                                                                                          (Romão & Gadotti, 1994: 42)












Coordenação e Elaboração do Projeto


Diretora: Marionildo Marzochi Antonio
Coordenadoras Pedagógicas: Eliete Alves Pereira e Rommel Von Wergt
Secretário: José de Fátima Pimentel de Souza.            

 

Estrutura Teórica para elaboração do projeto

Cursos de capacitação oferecidos pela equipe pedagógica da SEMEC
Material de leitura oferecido pela equipe da SEMEC e Internet

 

Grupos de estudos e reflexões

Diretor
Coordenadoras Pedagógicas
Secretário Escolar
Professores
Conselho Deliberativo Escolar
Merendeiras
Auxiliares de Serviços Diversos
Vigilantes

 

Redação final

Eliete Alves Pereira

Gildete Ribeiro Teotônio

 

 Digitação

Eliete Alves Pereira
Gildete Ribeiro Teotônio

Parecer Final
Dânia Maria Grins

Agradecimentos




















Agradecemos toda equipe escolar e segmentos comunitários, direção, coordenação pedagógica, secretário, professores, Conselho Deliberativo Escolar, auxiliar de serviços diversos, merendeiras, vigilantes, alunos, pais e demais membros da comunidade, Equipe Pedagógica da Secretaria de Educação. A esses colaboradores que se envolveram direta ou indiretamente na discussão e elaboração desse projeto, que acreditamos expressar os nossos sonhos e vontade de lutar pela construção de um mundo melhor, mais justo e igualitário via educação.

 

















A Escola
“Escola é...
O lugar onde se faz amigos
não se trata só de prédios, salas, quadros,
programas, horários, conceitos...
Escola é, sobretudo, gente,
gente que trabalha, que estuda,
que se alegra, se conhece, se estima.
O diretor é gente,
o coordenador é gente, o professor é gente,
o aluno é gente,
cada funcionário é gente.
E a escola será cada vez melhor
na medida em que cada um
se comporte como colega, amigo, irmão.
Nada de ‘ilha cercada de gente por todos os lados’.
Nada de conviver com as pessoas e depois descobrir
que não tem amizade a ninguém
nada de ser como tijolo que forma a parede,
indiferente, frio, só.
Importante na escola não é só estudar, não é só trabalhar,
é também  criar laços de amizade,
é criar ambiente de camaradagem,
é conviver, é ‘se amarrar nela’!
Ora, é lógico...
Numa escola assim vai ser fácil
estudar, trabalhar, crescer,
fazer amigos, educar-se,
ser feliz.”
                                         Paulo Freire
A Escola Que Queremos


Quero uma escola
Que cante a democracia,
Resgate a cidadania
Dando voz a quem não tem...
Uma escola que partilhe
Os frutos da educação,
Que conquiste corações
E consciências também!

Quero uma escola
Que espalhe a esperança
Que cative a criança
Como quem cultiva flor...
Uma escola que abraça
Nossos sonhos com carinho,
Que multiplique caminhos
No aprendizado do amor!

Quero uma escola
Que mostre um rumo seguro,
Semeie estrelas no escuro
E lições de libertação...
Uma escola que devolva
A alegria esquecida
Que reinvente a vida
Plena de participação!

                                                       Sílvio Genro









Projeto Político Pedagógico

               Projeto porque buscamos um compromisso coletivo, uma escola comunidade, onde possamos trabalhar cultura, valores, normas e formas de convivência e de relacionamento, construindo uma identidade.   Político porque assumimos compromissos com a formação do cidadão para atuar na sociedade. Tudo isso diz respeito à arte de governar, administrar, que prevê e dá uma direção à gestão da escola. Pedagógico porque definimos as ações educativas, que diz respeito à reflexão sistemática sobre as práticas, dando sentido, cumprindo propósitos e intencionalidades contextualizados culturalmente.
                Segundo José Carlos Libâneo, o projeto representa a oportunidade de a direção, a coordenação pedagógica, os professores e a comunidade tomarem sua escola nas mãos, definir seu papel estratégico na educação das crianças e jovens, organizar suas ações, visando a atingir os objetivos que se propõem. É o ordenador, o norteador da vida escolar. (Libâneo ????  )
       Assim, quando sentamos juntos com a comunidade para buscar respostas para os problemas cotidianos, estamos colocando o projeto político da escola em prática. Quando os professores se reúnem para pensar sobre o seu fazer pedagógico, é o começo de uma atividade coletiva e certamente terá a escrita do projeto pedagógico da escola como resultado, que pode ser enriquecido se todos puderem mostrar suas habilidades e forem respeitados pelas diferenças e não pelas semelhanças.
                Portanto, o Projeto Político Pedagógico é um documento orientador das ações da escola, onde se registram os alvos a atingir, as opções estratégicas a seguir, em função dos diagnósticos realizados, dos valores definidos e das concepções teóricas escolhidas.





Sumário



Justificativa_________________________________________________08
Missão da Escola______________________________________________09
Filosofia da Escola_____________________________________________10
Metas______________________________________________________11
Ações Propostas_______________________________________________12
Aquisição de Recursos___________________________________________13
Desenvolvimento Metodológico____________________________________13
Objetivos Gerais e Específicos______________________________________14
1. Contextualização e Caracterização da Escola_________________________16
2. Caracterização Socioeconômico e Cultural da Comunidade________________19
3. Concepção da Educação e da Prática Pedagógica_______________________21
3.1 Fundamentos Ético-Políticos___________________________________24
3.1.1 Nossos Valores____________________________________________24
3.2 Fundamentos Epistemológicos__________________________________26
3.3 Fundamentos Didáticos_______________________________________32
3.3.1 Educação Infantil__________________________________________32
3.3.2 Ensino Fundamental _______________________________________33
3.3.2.1 Processo de enturmação ____________________________________35
3.3.3 Ensino Fundamental na Modalidade EJA_________________________36
3.3.4 Educação Especial _________________________________________37
3.3.5 Competências e Habilidades___________________________________38
3.3.6 Avaliação Reflexiva________________________________________40
3.3.7 Gestão Escolar____________________________________________41
4. Proposta Pedagógica Curricular – Justificativa________________________48
4.1 Objetivos Gerais____________________________________________49
4.2 Currículo Integrado__________________________________________51
4.3 Seleção de Conteúdos_________________________________________51
4.4 Áreas do Conhecimento________________________________________52
4.5 Proposta Pedagógica da Educação Infantil__________________________52
4.6 Proposta Pedagógica do Ensino Fundamental________________________58
4.6.1 Alfabetização e Letramento – Anos Iniciais______________________58
4.6.2 Linguagens e suas Tecnologias – Anos IFinais______________________60
4.6.3 Educação Física___________________________________________66
4.6.4 Ciências Humanas e Sociais___________________________________68
4.6.5 Ciências Exatas e Naturais___________________________________71
4.6.6 Proposta Pedagógica da EJA__________________________________75
5. Metodologia________________________________________________77
6. Recursos __________________________________________________79
7. Normas ___________________________________________________80
8. Avaliação _________________________________________________81
Considerações Finais____________________________________________82
Referências Bibliográficas________________________________________83


Justificativa 



  O novo século se configura como o momento de redefinição de papéis e conduta nas diversas áreas de atuação. Por redefinição de papéis, entendemos uma mudança de olhar, que geralmente se processa de forma crítica, para uma direção reflexiva, ampla e aberta. Paralelamente, as ações devem ser compatíveis com o olhar e com todo ato, todo fazer de propiciar crescimento, não só do corpo discente como também do docente, da equipe técnico-administrativa e de todos que compõem o ambiente escolar. 
Dessa forma, o trabalho pedagógico deve ser realizado no equilíbrio e na harmonia do desenvolvimento de cada ser humano. Equilíbrio que gera adequação entre os aspectos afetivos e psicomotores e harmonia para expressar toda produção de conhecimento na vida ao inserir a cada novo momento, um colorido especial no trabalho, nas relações e no viver. Nesse contexto é necessário ressaltar a importância do engajamento de todos para o desenvolvimento socialmente justo no espaço diverso e multicultural do campo.
Devido às inúmeras mudanças da sociedade interferindo na formação de valores, a Escola Padre Dionísio está (re) elaborando seu Projeto Político Pedagógico embasado no compromisso com os valores ético-políticos, na formação de pessoas éticas e competentes que atuam em busca da compreensão e transformação da realidade com sabedoria e justiça.
De acordo com os artigos 12º e 13º da LDB, Lei de Diretrizes e Base da Educação Nacional, o projeto constitui um pensar detido sobre o rumo que devemos dar ao nosso trabalho. Nele devemos explicitar princípios, diretrizes e procedimentos que assegurem a articulação entre as tarefas da escola e o conhecimento, prevendo objetivos, conteúdos e métodos a partir da consideração das exigências postas pela realidade social e estabelecendo estratégias para alcançar as metas propostas. Esta organização do trabalho pedagógico visa, portanto, à formação de uma equipe participativa, que reflete sobre o seu cotidiano e que desencadeie ações para o processo de formação de indivíduos conscientes, criativos e agentes do seu saber.

































Missão da Escola





       A Escola Municipal Rural Padre Dionísio Kuduavizcz assume como missão, a formação da pessoa em seus aspectos intelectual, físico, social, moral e afetivo, pelo desenvolvimento da sensibilidade, da capacidade de reflexão, de pensamento autônomo e de ação, de modo a levá-la a assumir um posicionamento diante da vida, a autodeterminar-se conscientemente e a contribuir dignamente para a construção de um mundo melhor.




























Filosofia da Escola



            A filosofia da Escola Padre Dionísio é o compromisso com a formação ética, política e social dos educandos, respeitando seus saberes e o meio em que vivem para a transformação social.  E assim, contribuir para a definição de sua identidade de escola do campo e para a construção de um mundo mais justo, mais humano e democrático onde as pessoas possam viver inspiradas pelos valores de liberdade, solidariedade e respeito mútuo.




















Metas

A escola tem como metas:

·              Assegurar um ensino de qualidade, buscando elevar a aprendizagem dos discentes de acordo com as possibilidades e ritmo de cada turma em todas as áreas de conhecimento;
·              Elaborar a proposta pedagógica de acordo com a realidade do campo, visando promover uma educação voltada às necessidades da comunidade;
·               Implementar o trabalho coletivo, visando à integração de todos os docentes, ajudando-se mutuamente em direção a objetivos bem definidos em busca de um trabalho de qualidade em todas as áreas;
·              Incentivar o trabalho em equipe e a colaboração entre os profissionais da escola, primando pelo comportamento ético;
·              Modernizar a gestão escolar, estabelecendo uma estratégia eficiente de comunicação das ações desenvolvidas na escola;
·              Valorizar a cultura regional, mantendo o respeito, a confiança e a credibilidade da comunidade;








Ações Propostas

        Ações concretas que deverão se constituir em ações permanentes na escola:
·        Reconstrução e permanência da proposta curricular por área de conhecimento e respectivos métodos de avaliação;
·        Programar a formação continuada utilizando-se as tecnologias da comunicação;
·        Utilização da HTPC de forma produtiva para o aperfeiçoamento das práticas coletivas e de gestão democrática;
·        Organização do trabalho pedagógico voltado para as competências (conteúdos) cognitivas, procedimentais e atitudinais de forma interdisciplinar e transdisciplinar no espaço escolar adequando-o às diretrizes curriculares legais;
·        Organização de reuniões de pais e mestres com temáticas que contemplem a escola do campo e com dinâmicas de forma a incentivá-los a acompanhar o processo educativo dos filhos;
·        Desenvolvimento de projetos pedagógicos, promovendo uma educação voltada às necessidades da comunidade;
·        Sensibilização para o registro do pensado e vivido pela instituição;
·        Desenvolvimento do espírito de equipe na luta por melhorias do processo ensino-aprendizagem mediante a valorização profissional;
·        Promoção bimestral de atividades de confraternização, visando à melhoria das relações humanas no interior da escola;
·        Garantia do efetivo funcionamento do ambiente escolar que propicie a prática da leitura;
·        Garantir ao educando a inclusão digital através do laboratório de informática;
·        Garantia do período integral para que o educando tenha tempo e espaço para a Educação Física, leitura, informática e demais projetos e programas assistenciais;
·        Garantir as condições necessárias de aprendizagens às crianças especiais;
·        Disponibilização de transporte e de alimentação para concretização de projetos pedagógicos de extensão (excursão cultural, pesquisa de campo, entre outros);
·        Investimento e credibilidade na cultura do sucesso escolar, concebendo a escola como centro de cidadania com o Projeto Arte na Escola;
·        Elaboração de projetos em parcerias com Ongs, iniciativas privadas e outras organizações: (projeto horta escolar; projeto jardinagem; projeto de atividades culturais; passeios educativos; palestra na escola sobre: indisciplina e violência, sexualidade na adolescência, primeiros socorros, família, uso racional dos recursos multimídia e outros assuntos voltados ao interesse da comunidade).









Aquisição de Recursos

 Conseguir recursos junto aos órgãos competentes para:
·        Construção de uma quadra coberta para garantir o bom desempenho das aulas de Educação Física e de atividades culturais;
·        Um laboratório de ciências para o desenvolvimento da pesquisa de iniciação científica;
·        Adaptação física do ambiente escolar, visando propiciar condições para a acolhida de alunos portadores de necessidades especiais;
·        Construção de salas para funcionamento de aulas de informática, leitura, apoio pedagógico, recreação e jogos e vídeo;
·        Aquisição de mesas de ping pong, jogo de botão, tabelas para basquete com aro e cestinha.














Desenvolvimento Metodológico

     Linha de ação
·        Executar, acompanhar e avaliar as ações estabelecidas no Projeto Político Pedagógico;
·        Respeitar e valorizar a diversidade sócio-cultural dos educandos e comunidade;
·        Planejar e organizar as atividades extraclasses, considerando as disponibilidades do meio;
·        Selecionar materiais e inovar metodologias para trabalhar em sala;
·        Utilizar um sistema eficiente de comunicação escolar;
·        Manter a assiduidade e pontualidade escolar, cumprindo o cronograma pedagógico estabelecido;
·        Manter organizado os registros (diários, cadernos de campo, relatórios e outros);
·        Primar pela ética profissional, respeitando os princípios de uma gestão democrática.











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Objetivos Gerais da Escola

·        Promover o desenvolvimento integral da pessoa humana através do aprimoramento da razão e da sensibilidade, tendo em vista o desenvolvimento de atitudes que favoreçam a realização pessoal e a participação coletiva.
·        Educar para a liberdade, desenvolvendo a capacidade de autodeterminação, de pensamento autônomo e de reflexão.
·        Educar para a cidadania, reconhecendo as condições de direitos e de deveres inerentes de cada um, respeitando as diferenças, acreditando no potencial de cada um como agente da transformação social.
·        Valorizar o educando como ser social a partir de uma educação mais humana.
·        Estimular a reflexão sobre a sociedade em que vivemos e seus valores, promovendo a capacidade de posicionamento crítico e ético frente à realidade.











Objetivos Específicos

·        Desenvolver projetos pedagógicos a partir de uma temática com o objetivo de melhorar o ensino-aprendizagem.
·        Organizar a rotina escolar, estabelecendo no calendário letivo datas e horários para grupo de estudo, planejamento coletivo, conselho de classe, reuniões de pais e mestres e comemorações.
·        Demonstrar a importância do trabalho coletivo, promovendo essa prática.
·        Promover eventos culturais que envolvam os segmentos da comunidade e a participação dos educandos para a formação social.
·        Realizar visitas comunitárias visando conhecer a realidade sócio-cultural da clientela escolar.
·        Adaptar os trabalhos educacionais às transformações sociais, oferecendo aos educandos um ensino significativo e de qualidade.
·        Desenvolver propostas e projetos de apoio pedagógico aos alunos que apresentam dificuldades.
·        Vivenciar a cidadania na sala de aula, na escola através de atos e atitudes.













1. Contextualização e Caracterização da Escola




A Escola Municipal Rural de Ensino Fundamental Padre Dionísio Kuduavizcz situa-se na Gleba Cascata, linha 04, aproximadamente a 48 km de Rondonópolis, Mato Grosso.  Seu funcionamento iniciou em 25/07/1978, criada por meio do decreto número 2226/88 e reconhecida pela portaria número 3277/92.
Desde sua fundação tem oferecido o Ensino Fundamental. No início, no sistema seriado atendia alunos até a 4ª série, sendo que as demais foram implantadas gradativamente. Em 2001 aderiu ao projeto de implantação gradativa do ensino organizado por ciclos de formação humana em substituição ao regime seriado, sob as diretrizes teóricas e metodológicas da Secretaria Municipal de Educação, implantando neste processo o ensino fundamental de nove anos.
Essa escola tem valor histórico, social e cultural para a comunidade da Gleba Cascata. Histórico, porque sua criação se deu através do movimento popular, onde o Padre Dionísio foi um dos líderes desse movimento que junto com o povo lutou pela posse da terra e, conseqüentemente, pela escola e, por isso, em sua homenagem a escola tem o seu nome. Social, porque, com condições privilegiadas, passa a ser o eixo de referência para as discussões administrativas e políticas, atendendo a comunidade nos mais diferentes interesses. Cultural, porque é centro de formação voltado para a cidadania que se dá através de estudos, de discussões de eventos culturais, de lazer e outros, além de sua função primordial, que é a educação voltada para o conhecimento da realidade de sua clientela, mas com uma visão do novo paradigma, pois estamos vivendo um momento de mudanças, e a escola não pode ficar seguindo modelos ultrapassados.
Em 1991, o professor Marionildo Marzochi Antônio, que estudou nesta unidade escolar até a 8ª série, assumiu a Coordenação da Escola, permanecendo até 1996, quando foi nomeado Diretor no dia 07 de julho deste mesmo ano pelo então Prefeito Rogério Sales. Nesse cargo atuou, construindo uma história, até o ano de 2006, permanecendo no cargo até a presente data.
Na época, a escola contava com o trabalho de Coordenação pedagógica da professora Leonice Lima e Silva, que muito contribuiu com a Escola Padre Dionísio e se aposentou no ano de 2005 e, com o trabalho de Secretaria Escolar, da professora Irani Lima da Silva, que hoje trabalha na Escola Dersi.  Tanto Leonice quanto Irani atuaram até 1997 nas respectivas funções.
Assim, em 1998, assumindo a função de Coordenadora Pedagógica, a professora Eliete Alves Pereira, que permaneceu brilhantemente no cargo, contribuindo e construindo história juntamente com Marionildo, até o ano de 2004. No final de 2004, com a saída da professora Eliete Alves, assumiu por um mês a função a professora Eliete Oliveira Marzochi. Em 2005, a professora Maria de Fátima Lemes Borges assumiu a Coordenação até 2006, dando a sua parcela de contribuição. Na função de Secretário, assumiu em 1998, José de Fátima Pimentel de Souza, que até então era professor contratado das séries iniciais, e que permanece competentemente no cargo até hoje.
Exerceu a função de Diretora, a professora Maria de Fátima Lemes Borges, no biênio 2007/2008 e na Coordenação Pedagógica, a professora Gildete Ribeiro Teotônio que se aposentou em 2011. Em sua gestão, a professora Maria de Fátima implantou a ampliação da jornada escolar (período integral), onde o educando fica no contra turno uma vez na semana para as aulas de Educação Física, de Informática, de Leitura e de Apoio Pedagógico e agora em 2013, as atividades do Programa Mais Educação. Em 2008 ainda na gestão da Professora Maria de Fátima, foi implantado nesta unidade escolar o Ensino Médio, dando oportunidade aos alunos de continuarem no campo, a Educação Infantil e o Programa PETI que é um Programa de Erradicação do Trabalho Infantil. Ela juntamente com outros diretores promoveu dois Fóruns das escolas do campo e também o Intercâmbio Escolar. 
Em 2010/2011, esta unidade implantou o Projeto Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável por meio da Escola Padre Dionísio Kuduavizcz em parceria com a EMPAER de Rondonópolis com o objetivo de implantar, manejar e utilizar os recursos e talentos locais, bem como criar um espaço transdisciplinar para a construção de conhecimentos, de reflexão coletiva e de ambientes de aprendizagens com a utilização da agroecologia enquanto subsidio para a fixação do homem no campo por meio do ensino formal e informal, contemplando práticas educacionais sistêmicas, construtivistas e emancipatórias no processo de formação do cidadão, a partir do contexto sócio-econômico-cultural.
                        A partir do ano 2009 assumiu a função de diretor, o professor Marionildo Marzochi Antonio e de exercendo a coordenadoras pedagógicas, as professoras Gildete Ribeiro Teotônio, para os anos iniciais e, Eliete Alves Pereira, para os anos finais. Neste ano de 2013 a Professora Eliete Alves continua na função de coordenadora atendendo os anos iniciais e o professor Rommel Von Wergeit assume a coordenação dos anos finais e salas anexas e a professora Maria de Fátima Lemes Borges Pessoa na coordenação do Programa Mais Educação.  Em seu quadro de funcionários, a escola conta com doze professores efetivos, todos com título de especialização, trabalhando por áreas de conhecimento e seis contratos nas reservas técnicas, direção e coordenação. Além dos professores, a escola conta com um técnico administrativo, seis vigilantes e três auxiliares de serviços diversos concursados, e, neste ano de 2013, com três ASD, duas estagiárias do curso de Pedagogia para a sala de leitura e um professor de informática, todos contratados.
Atualmente, a escola atende em média 153 alunos distribuídos em dez turmas mais 2 salas anexas no Assentamento Boa Esperança e Casa Esperança, sendo 10 no período matutino, 1 no vespertino e 1 no noturno. A escola oferece a Educação Infantil, com uma turma do 1º e 2º agrupamentos do 2º Ciclo, alunos de 4 e 5 anos, implantada no ano de 2007 e autorizada em 2009, e o Ensino Fundamental, atendendo a proposta dos Ciclos de Formação Humana em nove anos, 1°, 2º e 3º Ciclos e Ensino Médio no período vespertino e EJA aos sábados, sendo estes, extensão da Escola Wellington Flaviano Coelho localizada no Municipio de São José do Povo. A unidade continua com a ampliação da jornada escolar (período integral), implantado também em 2007,  que nos anos de 2012/2013 recebeu o nome de “Programa Mais Educação” e continua oferecendo o PETI, mais um meio de incentivo para o aluno permanecer na escola. A escola conta também desde 2007 com uma sala de leitura, onde se encontra um acervo bibliográfico considerável, que tem por objetivo contribuir com a leitura e a produção textual na sala de aula; conta com um laboratório de informática, tendo 16 computadores doados através da Secretaria de Educação do Municipio de Rondonópolis, em que atende todos os alunos do Ensino Infantil, Fundamental e Médio, com aulas que contemplam as noções básicas de informática, ministradas no contra turno, com o objetivo de auxiliar tanto na alfabetização quanto na parte ortográfica da linguagem. 
Quanto à estrutura física, a escola possui seis salas de aula, uma sala para a direção e coordenação, uma para a secretaria e uma para os professores, um laboratório de informática, uma sala de vídeo, uma sala de leitura, uma cozinha, um pátio, um refeitório com uma pequena estrutura de um palco para apresentações, doze banheiros, sendo seis com chuveiros e seis com sanitários para melhor atender as crianças e os adolescentes, inclusive dois são adequados a pessoas portadoras de deficiência física. A escola conta ainda com um alojamento, onde os professores descansam no intervalo do período integral. Além disso, a escola é equipada com bebedouros, escovódromo, TV, vídeo, aparelhos de CD, aparelho de DVD, retro-projetor, tela para projeção, máquina fotográfica digital, computadores, gravador digital, entre outros.  Ajuda na organização e funcionamento da escola o Conselho Escolar, que é composto por dezesseis membros, tendo quatro representantes de cada segmento: pais, alunos, professores e funcionários. O Conselho participa da gestão administrativa e financeira da escola. Tem como objetivo envolver os diferentes segmentos na conservação dos equipamentos e prédios, na proposição e na prática escolar, visando o acompanhamento dos trabalhos escolares, além de oferecer apoio à aprendizagem dos educandos. Nessa função, preocupa-se em detectar as dificuldades da instituição e propor formas e alternativas de superação das mesmas. Por isso participa da elaboração, execução e avaliação da política educacional da escola. Portanto, o Conselho está voltado para a gestão democrática e para a busca da qualidade do ensino, no sentido de assegurar as finalidades sócio-político-culturais da educação.
Neste ano de 2013, a escola receberá 2 salas de aulas destinadas ao Ensino Médio.


























2. Caracterização Socioeconômico e Cultural da Comunidade

                A escola por sua localização geográfica recebe a função de agregar os alunos da região, ou seja, de outras comunidades, assentamentos: Primavera, São Francisco, Banco da Terra, Carlos Marighela (Pontal do Areia) além dos da Gleba Cascata onde ela está inserida. Em sua maioria são filhos de pequenos produtores rurais vindos das mais diversas regiões ou de outras localidades do estado em busca de um sonho de possuir um pequeno pedaço de terra e com expectativa de melhora de vida. Alguns há anos que vieram e já estão bem alicerçados e fazem parte da associação de moradores, outros mais recentes que ainda estão na expectativa de melhora e que por motivos diversos não participam de nenhuma associação. 
              A maioria tem como fonte de renda a agricultura e a hortaliça como atividades de subsistência e a pecuária com a venda do leite e seus derivados e a piscicultura como atividade para comercialização, com uma renda familiar que varia de um a três salários mínimos. Porém, há casos de famílias que sobrevivem com menos de um salário, casos que vivem apenas das atividades de subsistência da produção de farinha, polvilho, legumes, verduras e polpa de frutas, da criação de galinhas e suínos, produtos que são transportados em um caminhão da prefeitura toda sexta-feira para serem comercializados na feira de Rondonópolis. Há, ainda, casos de famílias que vivem apenas com o dinheiro que recebe do bolsa família. Devido à dificuldade de deslocamento, pois o meio de transporte usado pela maioria é um ônibus que faz a linha apenas duas vezes por semana, saindo de manhã e retornando à tarde, o que a comunidade mais reivindica é a conservação das estradas, vias de aceso à escola e à cidade de Rondonópolis.
              Cada assentamento tem sua associação de moradores, embora muitos não participem, possui posto de saúde com assistência aos hipertensos e diabéticos pelas agentes comunitárias e com atendimento médico a cada quinze dias, tendo atendimento odontológico somente na comunidade Cascata. Cada assentamento tem seu poço artesiano, embora alguns não possuam água encanada, já que esta é responsabilidade de cada proprietário, assim como a energia elétrica, passa a rede por toda a região, porém tem aquelas propriedades que não possuem. A maioria das casas é de alvenaria, com energia, água encanada, fossa séptica, tendo também casas de tábua, pau-a-pique e adobe, grande, pequena, pois os moradores variam de três a sete pessoas por família, em que uma ou duas pessoas trabalham e os demais são dependentes.
              Quanto à opção religiosa, a predominante é a católica seguida bem de perto pela evangélica, embora hajam outras e até quem não tem opção religiosa. Os evangélicos já providenciaram a construção de sua igreja em cada assentamento, já os católicos praticam suas celebrações nas sedes de cada assentamento ou na própria escola, no caso da comunidade da Gleba Cascata.
              O campo significa para alguns, meio de sobrevivência, afinidade com a terra, para outros, forma de crescer financeiramente e lazer. Significa, também, para alguns, qualidade de vida, tranqüilidade, facilidade para criar os filhos e para outros, significa, resultado de não terem tido oportunidades para estudar e, assim, conseguir um bom emprego na cidade, a única forma de sobrevivência é o campo.
              A escola é vista pela comunidade como a principal fonte de conhecimento para seus filhos rumo a um futuro melhor. Na visão dos pais, a escola é boa e tem um papel importante na vida dos filhos, onde eles aprendem a ler, já que a grande maioria dos pais teve pouco acesso à escola e o que mais lêem é a Bíblia Sagrada. Por isso, incentivam os filhos a ler, por saberem que o desenvolvimento da leitura traz conhecimento.    
              Quanto aos educandos, pudemos observar que a maioria mora com os pais, tendo, porém, uma boa parcela deles que vivem com os avós, só com o pai ou só com a mãe, outros com tios. Nessa análise, observamos um dado interessante, os filhos de pais separados vivem mais com o pai, indícios de que faltam políticas públicas para assegurar a permanência da mulher trabalhadora rural no campo que precisa ir para a cidade em busca de emprego. Uma outra questão observada é que a maioria deles gosta de morar no campo porque se sente livre, com ar o mais puro junto à natureza, se sente mais seguro e afirma estar longe das drogas e da violência, apesar de que em alguns casos isolados já termos jovens envolvidos com drogas, prostituição e violência.
              Outro aspecto importante é de como eles vêem a escola: espaço de lazer, de convívio social, de aquisição de conhecimento, de assimilação e (re)produção cultural, espaço de formação cidadã e também como preparação para o mercado de trabalho, embora tenha havido mais respostas de aquisição de conhecimento. Assim como as mais diversas formas que os professores deixaram marcas positivas nelas, desde a exigência e cobrança dos deveres aos incentivos e elogios dispensados a eles, sendo que apenas um aluno registrou ter marca negativa deixada por algum professor.




      3. Concepção da Educação e da Prática Pedagógica

A história da pedagogia se fundamenta num passado de muitos anos. Ela tem como marco grandes pensadores que com suas ideias elaboraram novas doutrinas pedagógicas, partindo do princípio de que a educação é a base de toda mudança – política, social, moral. Essas doutrinas pedagógicas foram edificadas como um protesto a um contexto histórico não ideal. Foram elas que mudaram o curso da história da educação. Por isso, é importante ressaltar que a educação é o processo de formação de uma criança, enquanto a pedagogia é o conjunto de métodos educativos que visa encontrar os melhores meios de educar a criança. Portanto, o pensamento pedagógico surge com a reflexão sobre a prática da educação, como necessidade de sistematizá-la e organizá-la em função de determinados fins e objetivos.
                     A sociedade contemporânea tem passado por expressivas transformações de caráter social, político e econômico. Essas transformações originam-se nos pressupostos neoliberais e na globalização da economia que têm norteado as políticas governamentais. Nesse contexto, surgem alguns questionamentos junto aos educadores e demais agentes escolares: Qual o papel social da escola? Qual a melhor forma de organização do trabalho pedagógico? 
                  A escola é responsável pela promoção do desenvolvimento do cidadão, no sentido pleno da palavra. Então, cabe a ela definir-se pelo tipo de cidadão que deseja formar, de acordo com a sua visão de sociedade. Cabe-lhe também definir as mudanças que julga necessário fazer nessa sociedade, através das mãos do cidadão que irá formar. Mas o que é educar para a cidadania?
                   Educar para a cidadania tem muito a ver com o tipo metodológico, com as relações interpessoais que estabelecemos com nossos alunos, pois não se pode educar para o respeito aqueles a quem não respeitamos. Não devemos falar da fraternidade aos que oprimimos. É hipocrisia pregar a participação àqueles a quem calamos. A cidadania precisa ser vivenciada na sala de aula por todo educador que se pretenda cidadão. Evidentemente, tanto quanto uma boa metodologia é fundamental um bom conteúdo.
              As ferramentas não foram feitas para ficar guardadas. É preciso usá-las para aprender a usá-las... para usá-las! Assim, toda a educação deve orientar-se no sentido do todo. O conhecimento existe para melhorar a vida. A sala de aula precisa ser uma caixa de ressonância das aspirações do social. A escola precisa derrubar os muros invisíveis que a separam da comunidade imediata e do mundo. Quando a escola se define e atua por um conceito de sociedade democrática, plural e justa?
Quando ela trabalha no sentido de formar cidadãos conscientes, capazes de compreender e criticar a realidade, atuando na busca da superação das desigualdades e do respeito ao ser humano; quando assume a responsabilidade de atuar na transformação e na busca do desenvolvimento social e seus agentes empenham-se na elaboração de uma proposta para a realização desse objetivo. Essa proposta ganha força na construção de um projeto político-pedagógico, mas afinal, o Projeto Político-Pedagógico: para que serve e a quem serve?
Um projeto político - pedagógico ultrapassa a mera elaboração de planos, que só se prestam a cumprir exigências burocráticas. De acordo com Veiga, 1995:
O projeto político-pedagógico busca um rumo, uma direção. É uma ação intencional, com um sentido explícito, com um compromisso definido coletivamente. Por isso, todo projeto pedagógico da escola é, também, um projeto político por estar intimamente articulado ao compromisso sócio - político e com os interesses reais e coletivos da população majoritária.
(...) Na dimensão pedagógica reside a possibilidade da efetivação da intencionalidade da escola, que é a formação do cidadão participativo, responsável, compromissado, crítico e criativo. Pedagógico, no sentido de se definir as ações educativas e as características necessárias às escolas de cumprirem seus propósitos e sua intencionalidade.
O projeto político-pedagógico é, então, o fruto da interação entre os objetivos e prioridades estabelecidas pela coletividade, através da reflexão, das ações necessárias à construção de uma nova realidade. É, antes de tudo, um trabalho que exige comprometimento de todos os envolvidos no processo educativo: professores, equipe técnica, alunos, seus pais e a comunidade como um todo. Trata-se, portanto, da conquista coletiva de um espaço para o exercício da autonomia.  Que autonomia é essa? O que realmente significa autonomia na escola e para a escola?
Para que a escola seja realmente um espaço democrático e não se limite a reproduzir a realidade sócio-econômica em que está inserida, cumprindo ordens e normas a ela impostas por órgãos centrais da educação, deve ser criado um espaço para a participação e reflexão coletiva sobre o seu papel junto à comunidade. Segundo Pinheiro, 1998:
Assim, torna-se importante reforçar a compreensão cada vez mais ampliada de projeto educativo como instrumento de autonomia e domínio do trabalho docente pelos profissionais da educação, com vistas à alteração de uma prática conservadora vigente no sistema público de ensino. É essa concepção de projeto político-pedagógico como espaço conquistado que deve constituir o elemento diferencial para o aparente consenso sobre as atuais formas de orientação da prática pedagógica.
Essa é a necessidade de conquistar a autonomia, para estabelecer uma identidade própria da escola, na superação dos problemas da comunidade a que pertence e conhece bem, mais do que o próprio sistema de ensino. Essa autonomia, porém, não deve ser confundida com apologia a um trabalho isolado, marcado por uma liberdade ilimitada, que transforme a escola numa ilha de procedimentos sem fundamentação nas considerações legais de todo o sistema de ensino, perdendo, assim, a perspectiva da sociedade como um todo. A autonomia implica também responsabilidade e comprometimento com o Sistema e com as instituições que representam a comunidade (conselhos escolar, associações de pais e mestres, grêmios estudantis, entre outras), para que haja participação e compromisso de todos. Isso vem explícito no artigo 15 da LDB.
                     Concluindo as reflexões, acreditamos que é este o papel social da escola, atuar frente às profundas desigualdades sócio-econômicas, que excluem da escola uma parcela da população marginalizada pelas concepções e práticas de caráter conservador inspiradas no neoliberalismo.














3.1 Fundamentos Ético-Políticos

Devemos nos mobilizar pela garantia do acesso e da permanência do aluno na escola, pois não basta esperar por soluções que venham verticalmente dos sistemas educacionais. Criar propostas que resultem de fato na construção de uma escola democrática e com qualidade social, fazendo com que os órgãos dirigentes do sistema educacional, possam reconhecê-la como prioritária e criem dispositivos legais que sejam coerentes e justos, disponibilizando os recursos necessários à realização dos projetos da escola. Do contrário, a escola não estará efetivamente cumprindo o seu papel, socializando o conhecimento e investindo na qualidade do ensino, já que seu papel é bem mais amplo do que passar conteúdos. Para isso, deve modificar a sua própria prática, muitas vezes fragmentada e individualista, reflexo da divisão social em que está inserida. Enquanto escola do campo, a Escola Padre Dionísio deve se caracterizar como uma prática organizadora e produtora de cultura com base na cultura do campo. Assim salienta a Profª Drª Lindalva Garske,
                                       professores e gestores que atuam nas escolas do campo e que são co-responsáveis pelo processo de organização e produção de cultura, têm que entender que o campo é um espaço rico e diverso e, ao mesmo tempo, produto e produtor de cultura.precisam entender, também, que a educação escolar exerce um papel fundamental no processo de recriação da cultura do campo na medida em que por meio dela se renovam valores, atitudes, conhecimentos e práticas de pertença a terra. Ela instiga a recriação da identidade dos sujeitos na luta e pela luta como um direito social.
                        3.1.1  Nossos Valores
                       Ao definir seu Projeto Político Pedagógico, a Escola Padre Dionísio assume como fundamental o valor da pessoa humana em sua dignidade. Conseqüentemente propõe uma proposta pedagógica que crie condições para a construção de identidades, que se constituam pelo conhecimento e pelo reconhecimento do direito à igualdade, orientando as condutas para que responda as exigências de nosso tempo. Isso de acordo com o artigo 5º da Resolução CNE/CEB 1, de 3 de abril de 2002, que institui as Diretrizes Operacionais para a Educação Básica nas Escolas do Campo. Todo homem enquanto pessoa constitui um valor em si mesmo e uma educação comprometida com o aprimoramento pessoal deve respeitar o homem em sua dignidade, repudiando qualquer tipo de discriminação. Ao destacar o valor da pessoa humana, a escola elege também como valores a liberdade, a responsabilidade, a justiça e a verdade.
             Liberdade: Uma educação comprometida com a liberdade deve oferecer instrumentos que permitam o desenvolvimento da autonomia, do pensamento próprio e da reflexão. O aperfeiçoamento da pessoa implica a eleição livre e consciente de valores que possam satisfazer as necessidades pessoais. 

             Responsabilidade: O desenvolvimento da liberdade implica em um aumento de responsabilidade pelo outro, pela natureza e pela sociedade. Ser responsável significa reconhecer-se como autor de seus atos aceitando suas conseqüências. Isso só é possível mediante o desenvolvimento de relações de autonomia e de participação que promovam a capacidade de discernimento dos valores e justiça.
             Justiça: A justiça é um valor fundamental para a formação da pessoa. É uma virtude moral que implica o reconhecimento do direito do outro. A elaboração do conceito de justiça e seu aprimoramento se dá na relação com o outro e, nesse aspecto, a escola desempenha um papel fundamental. Cabe a ela favorecer a vivência de situações em que a justiça esteja presente e a compreensão e o compromisso, por parte do educando, de seus direitos e deveres.

             Verdade: O homem é carente de verdade. No seu processo de crescimento pessoal, busca o conhecimento, o ideal, busca Deus, que é a vivência da sabedoria, do amor e da felicidade.














3.2 Fundamentos Epistemológicos

A Escola Padre Dionísio ao propor uma educação mais humanista baseada nos Ciclos de Formação Humana pretende ultrapassar a prática de transmissão de conhecimento e comprometer-se com o desenvolvimento de atitudes frente à realidade. Buscar, assim, contribuir para a formação de pessoas capazes de posicionarem-se crítica, responsável e construtivamente nas diferentes situações sociais, capazes de reconhecerem-se como valor, como sujeitos históricos e transformadores, os quais possam compreender a complexidade do mundo em que vivemos. Isso implica o desenvolvimento de valores, de conteúdos que permitam desenvolver as habilidades necessárias a uma efetiva participação social e, também, de interesse e compromisso dos educandos.
Ao propormos uma educação integrada, voltada para a realidade, entendida como o meio em que vivemos, o jeito de trabalhar e de se organizar, respeitando a natureza que nos cerca (caderno de educação nº 9, MST, 1999, p.13), expressamos o nosso desejo de ultrapassar a concepção fragmentada do mundo a qual transforma os homens em objetos destituídos de consciência própria e altamente manipuláveis, contribuindo para integrar o homem no universo complexo em que vive, fazendo-o participar da história de sua comunidade na medida em que vai construindo sua própria história.
Acreditamos que uma educação de qualidade voltada para o aperfeiçoamento da pessoa deva não só incluir conteúdos que possibilitam a compreensão da realidade, por parte do educando, mas que também permita articulá-los entre si, superando as fronteiras que inibem, reduzem e fragmentam o saber. O que pretendemos é favorecer uma prática educacional vinculada ao cotidiano em que ela ocorre e a partir da qual se possa refletir sobre os problemas complexos, amplos e globais da realidade atual. Essa postura implica superar a fragmentação imposta pela falta de comunicação entre as disciplinas escolares, implantando uma matriz curricular em que as disciplinas interajam entre si, trabalhando por áreas de conhecimento. Como pondera Moretto (2007:74).
a escola, seguindo o paradigma da simplificação nas ciências, separou fenômenos complexos e lhes deu o ar da simplicidade. Cada disciplina encarregou-se de cuidar de uma parte do todo (a Física dos fenômenos físicos, a Química dos químicos, a Biologia das formas de vida etc.), com a ilusão de que, uma vez compreendidas as partes, o todo seria compreendido. Mas o todo é muito maior do que a soma das partes, pois ele é composto das partes e das relações entre elas.

A concepção pedagógica em que acreditamos preocupa-se em oportunizar atividades significativas do cotidiano, uma consciência baseada na interação, na cooperação, na busca da realização humana, do respeito, do amor, da solidariedade, do senso crítico e criativo, para uma educação transformadora do ser humano e do meio em que está inserido, ou seja, tem por base o conhecimento como uma representação de mundo. Essa representação, segundo Moretto (2007:38) é construída num processo de interação social entre o sujeito que aprende e os saberes socialmente construídos, socializados e legitimados.
 Essa concepção pedagógica humanista tem como pressuposto a valorização do ser humano como agente de seu destino, de sua própria história, que possa analisar a vida presente e objetivar um futuro mais apropriado, com competência, compromisso político e social. Uma educação humanista, segundo Wallon, deve considerar todas as disposições que constituem o homem completo, mesmo estando desigualmente repartidas entre os indivíduos, pois qualquer indivíduo potencialmente pode se desenvolver em qualquer direção, dependendo de seu aparato biológico e das condições em que vive.
O conhecimento é considerado como conjunto de verdades relativas e estas são condições fundamentais para que o ensino-aprendizagem seja significativo e atenda as necessidades de formação em uma sociedade dinâmica e complexa, porque, de acordo com Moretto (2007:47), no domínio dos saberes, não há verdades absolutas. Elas serão sempre contextualizadas em função da evolução dos grupos sociais, das necessidades e dos projetos dos cidadãos.
A escola tem como objetivo propiciar ao aluno condições, por meio de seus projetos, para que busque a realização humana, descobrindo o valor do ser. Há a preocupação de que o aluno construa o seu saber através das experiências de sua realidade em relação ao contexto global, pois a escola é um espaço social privilegiado nas construções do conhecimento e precisa trabalhar com o conhecimento científico, histórico e humano. Moretto (2007:47) pondera que
À escola cabe o dever de selecionar, dentre os saberes socialmente construídos, aqueles que constituem as bases com vistas à introdução dos novos membros da sociedade no contexto da cultura e dos saberes de seu próprio grupo social. Essa introdução tem dois objetivos: o primeiro é selecionar os conteúdos e apresentá-los para que seus membros entendam os valores e os saberes que identificam seu contexto. O segundo é desenvolver a capacidade crítica para entender o que seria melhor para as novas gerações e ser um agente transformador de sua própria sociedade.

 Nessa perspectiva, a escola deve respeitar e valorizar os conhecimentos e a capacidade dos educandos, ser compromissada com a transformação social, valorizar seus profissionais e lutar em conjunto pelos mesmos objetivos, ser capaz de atender e conviver de forma harmônica com o coletivo escolar, que é um organismo vivo, que possui instâncias, atribuições, responsabilidades, correlações e interdependência entre as partes (caderno de educação nº 9, MST, 1999, p.13), valorizando e respeitando as especificidades individuais. É dever da escola, coordenar com ética e coerência o seu processo de avaliação pedagógica, administrativa e financeira.
A tarefa da administração é interpretar os objetivos propostos pela Instituição e transformá-los em ação através do planejamento, organização, direção e concentrar esforços em todas as áreas e em todos os níveis dos diferentes setores, a fim de atingi-los, respeitando os profissionais e os agentes dessa transformação.
O papel do educador na Escola é a influência positiva junto aos educandos, orientando-os para que desenvolvam suas potencialidades, preparando-os para que no futuro atuem como cidadãos conscientes. Para isso, o educador precisa desenvolver uma postura de profissional reflexivo, pesquisador da própria prática, com um processo de formação permanente que o prepare para ver o mundo na sua globalidade, saber trabalhar em equipe, privilegiando a interdisciplinaridade, o encontro entre os diversos saberes, buscando o que há de comum entre as diferentes disciplinas e planejar suas estratégias pedagógicas respeitando as características psicossociais e cognitivas dos educandos, para que haja aprendizagem significativa. Segundo Moretto (2007: 49),
 no contexto escolar, a cada dia são maiores as exigências na preparação dos alunos, tanto para a competência profissional como para sua participação como cidadãos, na melhoria da qualidade de vida, tanto pessoal como de seu grupo social. Esta é uma forte razão para um ensino escolar voltado para aprendizagens significativas.
O professor reflexivo é aquele que pensa no que faz, que é comprometido com a profissão e se sente autônomo, capaz de tomar decisões e ter opiniões. Ele é, sobretudo, uma pessoa que atende aos contextos em que trabalha, interpretando-os e adaptando-os a própria atuação, pois os contextos educacionais são extremamente complexos e não há um igual a outro, podemos ser obrigados a, numa mesma escola e até numa mesma turma, utilizarmos práticas diferentes de acordo com o grupo.  Para Nóvoa (1997, p.27):
 As situações conflitantes que os professores são obrigados a enfrentar (e resolver) apresentam características únicas, exigindo portanto características únicas: o profissional competente possui capacidades de auto desenvolvimento reflexivo (...) A lógica da racionalidade técnica opõe-se sempre ao desenvolvimento de uma práxis reflexiva.
No caso do educando, a organização por ciclos de formação humana passa a compreendê-lo como um produtor de conhecimento e não um receptor de informações prontas e acabadas. Essa organização objetiva assegurar-lhe o tempo necessário para a aquisição de conhecimentos e habilidades.  Desse modo, essa organização vincula-se a progressão contínua e não pode ser confundida com uma simples promoção automática como vem ocorrendo.
Uma das mudanças mais radicais nesse processo é a prática avaliativa. Então precisamos refletir.  Como avaliar na organização por ciclo? Que instrumentos devem ser utilizados? Em qual momento se deve avaliar? Para que avaliar? Qual o sentido da avaliação?
Primeiro, devemos compreender que não se trata de abolir a avaliação e realizar a promoção automática. Ao contrário, os ciclos de formação exigem uma avaliação muito mais abrangente. A avaliação acontece em todos os momentos em que o professor convive com o aluno e, não somente em momentos determinados quando as dúvidas já se acumularam. Como salienta Luckesi (1995), a avaliação só tem validade se for utilizada com função diagnóstica, no sentido de captar os avanços e dificuldades dos alunos, para assim orientar a busca de novos caminhos.
A avaliação assume um caráter formativo e, por isso, requer uma postura dialética, que a compreende como parte do processo de aprendizagem. Seu objetivo central é perceber as deficiências dos alunos e trabalhar suas dificuldades até que eles realmente as superem. Avaliar significa acompanhar todo o processo de aprendizagem do aluno e tomar decisões a partir dos resultados obtidos. O erro passa a ter importância para o acompanhamento desse processo, pois será um indicador significativo das condições concretas do aluno avaliado. Como bem disse Vasconcellos (1995, p. 43)
A avaliação é um processo abrangente da existência humana, que implica uma reflexão crítica sobre a prática, no sentido de captar seus avanços, suas resistências, suas dificuldades e possibilitar uma tomada de decisão sobre o que fazer para superar os obstáculos é a forma de acompanhar o desenvolvimento dos educandos e ajudá-los em suas eventuais dificuldades.

Por isso, não podemos nos esquecer que a avaliação não é apenas do aluno, mas também do currículo, do material didático, das condições de trabalho, da escola, do professor, da participação dos pais, do sistema educacional, da sociedade, entre outros.
A avaliação não é o único problema que enfrentamos, porque não basta mudar a forma de avaliar se não mudarmos as formas de dar aula. A metodologia precisa ser diversificada. Para isso, precisamos ter coragem de atrasar o programa e atender as necessidades de nossos alunos, retomar, rever, replanejar, alterar o ritmo, buscar novas estratégias de abordagem. Temos de partir de onde os alunos estão e não de onde deveriam estar.
                    Dificilmente conseguiremos grandes mudanças se não criarmos nova mentalidade junto aos alunos e seus familiares. Temos que trabalhar na conscientização da comunidade educativa, ampliando o grupo de adesão às novas concepções de avaliação. Esse processo deve ser coletivo, pois as principais decisões de mudanças devem obter o consenso da maioria para vê-las sair do papel.
 Portanto, a avaliação é um processo contínuo pelo qual o coletivo verifica se os objetivos definidos estão sendo atingidos através das metodologias e atividades desenvolvidas no contexto concreto. Ela acontece durante todo o processo de ensino-aprendizagem, por meio da interpretação qualitativa do desempenho do educando e do conhecimento construído.
A escola deve utilizar também a avaliação sistemática, porque há conteúdos que são relevantes para a vida do aluno e devem permanecer por mais tempo na sua estrutura cognitiva. Por isso, estes conhecimentos precisam ser revistos de tempos em tempos para oportunizar melhor fixação, como afirma Moretto (2007:53).
A avaliação sistemática pode ocorrer de tempos em tempos sendo planejada ou pelo professor ou pela organização escolar... A importância da avaliação sistemática está relacionada à escolha de conteúdos relevantes que se imagina que os alunos precisam aprender... Por esta razão, julgamos que a aprendizagem significativa de conteúdos relevantes deverá ser avaliada sistemática e periodicamente.

Portanto, o processo de avaliação na escola se dará não só de forma assistemática como também de maneira sistemática, mesmo porque precisamos preparar nossos educandos para uma educação global, em que eles vão utilizar alguns conhecimentos específicos em momentos específicos de sua vida. Isso ocorre nas avaliações do SAEM, do GESTAR, da prova Brasil, entre outras.





3.3 Fundamentos Didáticos

A Escola Padre Dionísio Kuduavizcz mantém o 1º e o 2° agrupamentos do 2º ciclo da Educação Infantil (Pré-escola), o Ensino Fundamental de nove anos organizados em Ciclos de Formação Humana funcionando em regime de externato, no período matutino. A Educação Física, Leitura, Informática e atividades do Programa Mais Educação e do PETI no período vespertino.

                          Modalidades Atendidas


Modalidade

Ciclos

Fases

Nº de turmas

Turno de Funcionamento

Educação Infantil

II Ciclo

1º e 2º agrupamento

01

Matutino

Escola Organizada por Ciclo de Formação Humana

I Ciclo
01
Matutino
01
Matutino
01
Matutino

II Ciclo
01
Matutino
01
      Matutino
01
Matutino

III Ciclo
01
Vespertino
01
Vespertino
01
Vespertino
Salas Anexas
Assentamento Fazenda Esperança
I Segmento EJA

1ª, 2ª, 3ª

01

Noturno
Sala Anexa
Casa Esperança

EJA

1ª, 2ª, 3ª

01

Vespertino


                                  3.3.1 Educação Infantil

Em consonância com o artigo 29 da LDB, a educação infantil na Escola Padre Dionísio tem por finalidade promover, em suas práticas de educação e cuidados, o desenvolvimento integral da criança de 4 e 5 anos de idade, em seus aspectos físico, psicológico, intelectual, social e moral através do lúdico, pois acreditamos que a criança aprende por meio das interações e das brincadeiras.
É importante ressaltar também a importância de propiciar às crianças da Educação Infantil meios para a compreensão e apropriação da função social da linguagem. Explorar novas formas de expressão de conhecimento e representação do seu mundo, para que todos aprendam a expressar suas idéias, seus sentimentos e aperfeiçoem continuamente suas possibilidades cognoscitivas.
Acreditamos ainda que para o processo da alfabetização é importante a criança ter familiaridade com o mundo dos textos logo cedo. Por isso, valorizamos a presença da cultura escrita na Educação Infantil. As crianças recebem informações sobre a escrita quando brincam com a sonoridade das palavras, reconhecendo semelhanças e diferenças entre termos; quando manuseiam todo tipo de material escrito, como revistas, gibis, livros, fascículos; quando o professor lê para a turma e serve de escriba na produção de textos coletivos.
Portanto, se a Educação Infantil cumprir seu papel, envolvendo os pequenos em atividades que os façam pensar e compreender a escrita, no final dessa etapa eles estarão aptos a dar passos mais ousados em seus papéis de leitores e escritores.

                                        3.3.2 Ensino Fundamental

O Ensino Fundamental organizado por Ciclos de Formação Humana nesta Unidade Escolar, de acordo com os artigos 22 e 23 da LDB, tem por objetivo geral proporcionar ao educando a formação necessária ao desenvolvimento de suas potencialidades como elemento de auto-realização, para o exercício da cidadania, fornecendo-lhe meios para valorizar o meio em que vive e progredir no trabalho e em estudos posteriores. De acordo com o artigo 2º da Resolução nº 262/02 – CEE/MT, a opção pelo regime escolar por Ciclos de Formação Humana deve fundamentar-se numa concepção pedagógica que considere os tempos e os modos de aprendizagem dos educandos, na utilização de recursos e métodos didáticos, na organização do trabalho e nos processos de avaliação, produtos de elaboração coletiva.
De acordo com a proposta da Escola Ciclada de Mato Grosso, a escola organizada por Ciclos de Formação Humana deve operacionalizar uma visão de totalidade no que se refere ao Ensino Fundamental, evitando a fragmentação e a mudança parcial da estrutura curricular. Na estrutura curricular deve existir uma flexibilidade para que o pensamento, a linguagem e a ação das pessoas sejam expressos, na busca de uma compreensão das raízes culturais que os constituem como educadores e educandos e como cidadãos. Assim como, possibilita espaço e tempo para estabelecer o relacionamento interpessoal, realizar a observação do ritmo característico de cada educando, o seu conhecimento prévio e o percurso de sua aprendizagem. Nessa organização, funcionários, professores, alunos, pais, todos devem trabalhar juntos para assegurar aos educandos a continuidade e terminalidade dos estudos e a oportunidade de exercerem plenamente sua cidadania.
Diante disso, a principal função da Escola Padre Dionísio Kuduavizcz é desenvolver no educando a capacidade de aprender a aprender e uma das ferramentas fundamentais para que este processo se instale é o domínio da linguagem. Este é adquirido pela leitura e pela escrita que vai repercutir em todas as áreas do conhecimento.  
Os resultados dos diagnósticos, do Gestar e do SAEM têm mostrado que o índice de alunos críticos e muito críticos é justamente porque apresentam dificuldades na leitura, na escrita e no raciocínio lógico matemático. Portanto, o grande desafio da equipe escolar é reverter o baixo desempenho apresentado com um trabalho centrado na leitura, interpretação, produção textual e raciocínio lógico, por meio de conteúdos significativos que se aproximam das vivências dos alunos, de aulas bem preparadas, na qual o aluno tenha claro o que vai aprender e o sentido desse conteúdo, da integração das disciplinas pela coordenação das áreas, demonstrando as relações entre os conteúdos.
A escola como um todo deve ter responsabilidade pelos seus resultados e não apenas o professor de Linguagens. Por isso, todos os professores devem ter como objetivo o acompanhamento do desempenho dos alunos e desenvolver uma metodologia de resultados.
Sabemos que o aluno precisa da escola não só para aprender a ler, escrever e calcular, mas também para ser cidadão. Então a escola deve ser o elemento agregador, o lugar de conflitos e crescimento e, sobretudo, de reconhecimento, onde o aluno deve ter compromisso e participação ativa no processo e o professor lembrado como aquele que o ajudou no seu processo de aprendizagem e amadurecimento. Portanto, o ensino fundamental tem por objetivo a formação básica do cidadão, mediante:
*    O desenvolvimento da capacidade de aprender, tendo como meios básicos o pleno domínio da leitura, da escrita e do cálculo.
*    Compreensão do ambiente natural e social, do sistema político, da tecnologia, das artes e dos valores em que se fundamenta a sociedade.
*    O desenvolvimento da capacidade de aprendizagem, tendo em vista a aquisição de conhecimentos e habilidades e a formação de atitudes e valores.
*    O fortalecimento dos vínculos de família, dos laços de solidariedade humana e de tolerância recíproca em que se assenta a vida social.

OBS: Ver fundamentos didáticos da EJA ( Rommel)











3.3.2.1  Processo de enturmação na Escola Organizada por Ciclo de Formação Humana
                A enturmação supõe que o aluno terá mais facilidade nas trocas socializantes e na construção de sua identidade com outros de mesma idade. Isso, porque são considerados interesses, curiosidades e desejos próprios de cada ciclo da vida. Dessa maneira, as turmas de alunos de cada fase são formadas agrupando os alunos a partir de critérios, como:
*    Idade;
*    Desenvolvimento sócio-histórico-cultural, afetivo e cognitivo;
*    Histórico escolar (escolaridade).

 Quadro demonstrativo do processo de enturmação dos Ciclos de Formação Humana

Ciclos

Fases

Agrupamentos
   Fase de desenvolvimento

         I Ciclo
1ª Fase
6  e 7 anos

Infância
2ª Fase
7 e 8 anos
3ª Fase
8  e 9 anos

        II Ciclo
1ª Fase
9 e 10 anos

Pré-adolescência
2ª Fase
10 e 11 anos
3ª Fase
11 e 12 anos

      III Ciclo
1ª Fase
12 e 13 anos

    Adolescência
2ª Fase
13 e 14 anos
3ª Fase
14 e 15 anos
        
         EJA


1ª, 2ª e 3ª

18 a 80 aproximadamente

Fase Adulta



3.3.3 Ensino Fundamental na modalidade EJA

A Modalidade da Educação de Jovens e Adultos é uma categoria organizacional possibilitada legalmente e constitui a estrutura da Educação Nacional com a finalidade de reparar uma dívida social.
Considerando que a Educação de Jovens e Adultos é uma modalidade da Educação Básica constituída no sistema Estadual de Ensino como oferta de Educação regular, a Escola Municipal Rural de Ensino Fundamental padre Dionísio Kuduavizcz dará oportunidade à clientela que ainda não teve acesso à escolarização na idade curricular adequada e que também não tiveram continuidade nas etapas de ensino fundamental, o atendimento de forma presencial.
A Educação de Jovens e Adultos, como modalidade de Educação Básica, tem como funções fundamentais:
A Função Reparadora - Como uma garantia de entrada no circuito dos direitos civis pelo acesso a uma escola de qualidade e o reconhecimento da igualdade de todo ser humano, que tenha as condições para promover maiores transformações.
A Função Equalizadora – Garantia da oportunidade e participação do direito ao bem social de acesso e permanência na escola promovendo a igualdade.
A Função Qualificadora – Efetiva um caminho para uma sociedade instruída, garantia de propiciar a atualização de conhecimento por toda a vida, tem como função alcançar o caráter do ser humano e restabelecer seu potencial de desenvolvimento e de adequação através dos quadros escolares e não escolares. Vê a educação como um caminho onde as pessoas poderão buscar uma formação permanente, pois a escola é o princípio da formação mais elaborada.
Os alunos que freqüentarem esta modalidade serão alunos Jovens e Adultos trabalhadores que não tiveram oportunidade de se escolarizarem na idade apropriada e que por necessidades óbvias buscam o conhecimento com objetivo de melhorar sua própria condição de vida. Outro aspecto observado, é que em função da distância existente entre a comunidade rural e a escola, esses alunos necessitam do transporte escolar.
E, considerando que a constituição federal garante Escola para todos sem distinção, constatamos que o funcionamento da Educação de Jovens e Adultos do I e II segmento nesta instituição de Ensino atenderá as reais necessidades da comunidade local e circunvizinha, promovendo a formação de indivíduos que contribuirão na possível transformação do meio em que vive.

3.3.4 Educação Especial

                A Educação Especial se destina a crianças e jovens portadores de necessidades especiais que por apresentarem necessidades próprias e diferentes requerem recursos pedagógicos e metodologias educacionais específicas. Os trabalhos educacionais específicos, embora diferenciados, não podem desenvolver-se isoladamente, mas fazer parte de uma estratégia global de educação que visa suas finalidades gerais.
                Segundo Mazotta (1996), Educação Especial é um conjunto de recursos e serviços educacionais especiais organizados para apoiar, suplementar e, em alguns casos, substituir os serviços educacionais comuns, de modo a garantir a educação formal dos educandos que apresentam necessidades educacionais muito diferentes da maioria das crianças e jovens.
                Por isso, as respostas a essas necessidades devem estar previstas no Projeto Político Pedagógico da Escola, não por meio de um currículo novo, mas da adaptação progressiva do currículo regular, buscando garantir que os alunos com necessidades especiais participem de uma programação tão normal quanto possível, mas considerando as especificidades que as suas necessidades possam requerer.
                Os procedimentos de adaptações curriculares estão respaldados pela Lei nº 9394, de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (Cap. V, Art. 59). A educação inclusiva, entretanto, não esgota na observância da lei, que a reconhece e garante, mas requer uma mudança de postura, de percepção e de concepção dos sistemas educacionais.
                Cabe, portanto, à escola despertar uma nova prática pedagógica, buscando a transformação para uma Escola Inclusiva, compreendendo o aluno portador de necessidades educativas especiais, respeitando-o na sua diferença e reconhecendo-o como uma pessoa que tem determinado tipo de limitação, mas que também possui capacidade para desenvolver outras habilidades. Para isso, é necessário que se respeite a diversidade humana e que se abandonem os rótulos, as classificações, procurando levar em conta as possibilidades e necessidades impostas pelas limitações que a deficiência lhe traz.



                               3.3.5 Competências e Habilidades:

                      As diretrizes curriculares nacionais, os PCN (Parâmetros Curriculares Nacionais) dos diferentes níveis de ensino, a Proposta Curricular da SEMEC e uma série de outros documentos oficiais referentes à educação como ENEM, SAEB, SAEM, GESTAR, PRA LER, PRÓ LETRAMENTO, PROVA BRASIL, entre outros, têm colocado a necessidade de centrar o ensino e a aprendizagem no desenvolvimento de competências e habilidades por parte do aluno, em lugar de centrá-lo no conteúdo conceitual. Isso implica uma mudança não pequena por parte da escola, que sem dúvida tem que ser preparada para ela.
                  Ao direcionar o foco do processo de ensino e aprendizagem para o desenvolvimento de habilidades e competências, devemos ressaltar que essas necessitam ser vistas, em si, como objetivos de ensino. É preciso que a escola inclua entre as suas responsabilidades a de ensinar a comparar, classificar, organizar, selecionar, analisar, discutir, descrever, opinar, julgar, fazer generalizações, analogias, diagnósticos para se auto-avaliar. Independentemente do que se esteja comparando, classificando e assim sucessivamente.
                  Sabemos que romper com nossos hábitos não é simples, e um dos complicadores da situação, é que há uma mistura entre competências, habilidades e conteúdos conceituais, atitudinais e processuais.  Segundo Thereza Bordoni, na hora de falar de competência mais ampla, carrega-se no conteúdo, não estamos conseguindo separar a idéia de competência de conteúdos, a escola traz para os alunos respostas para perguntas que eles não fizeram: o resultado é o desinteresse; As perguntas são mais importantes que as respostas. Em decorrência, será necessário também uma mudança no conceito do que é ensinar.
Ensinar é intervir, encaminhar e devolver, um exercício de relação professor / aluno, entendendo intervir como um processo de preparação, de provocação, instigação do processo de aprendizagem e da construção do conhecimento e aprender é mudar, é transformar, é buscar um sonho. Aprende-se só, mas só se constrói na relação com o outro.
                Diante disso, entendemos que  o processo de desenvolver habilidades se dá através dos conteúdos, em que o aluno passará a exercitar essas habilidades para o desenvolvimento das competências. As competências/habilidades são inseparáveis da ação, mas exigem domínio de conhecimentos. Segundo Moretto, as habilidades estão associadas ao saber fazer: ação física ou mental que indica a capacidade adquirida. Já as competências são um conjunto de habilidades harmonicamente desenvolvidas e que caracterizam, por exemplo, uma função/profissão específica: ser arquiteto, médico ou professor de química. As habilidades devem ser desenvolvidas na busca das competências.  
                   Acreditamos que as habilidades se ligam a atributos relacionados não somente ao saber fazer, mas ao saber conhecer, ao saber conviver e ao saber ser, pois as competências se constituem num conjunto de conhecimentos, atitudes, capacidades e aptidões que habilitam alguém para vários desempenhos da vida.  Assim sendo, as competências pressupõem operações mentais, capacidades para usar as habilidades, emprego de atitudes, adequadas à realização de tarefas e conhecimentos;
                  Daí a necessidade de se considerar as habilidades e as competências como objetivos em si, o que não significa desvincular as habilidades dos conteúdos. Pelo contrário, os conteúdos das diferentes áreas devem ser o principal instrumento para o desenvolvimento dessas habilidades e atingir as competências. O que se necessita é mudar o enfoque, a abordagem que se faz de muitos assuntos, além da postura do professor, que em geral considera o conteúdo como de sua responsabilidade, mas a habilidade como de responsabilidade do aluno.
                     Mudar o foco para o desenvolvimento de competências e habilidades implica, além da mudança de postura da escola, um trabalho pedagógico integrado em que se definam as responsabilidades de cada professor nessa tarefa. Um grande obstáculo, aqui, é que nós mesmos, professores, temos dúvidas sobre em que consiste, realmente, uma determinada habilidade, e mais ainda sobre como auxiliar o seu desenvolvimento. Afinal, isso nunca foi feito conosco... Mas as dificuldades não nos devem desalentar. Pelo contrário, representam o desafio de contribuir para uma mudança significativa na prática didática da escola, pois ainda temos muito o que aprender quanto aos modos de expressar e principalmente de desenvolver competências e habilidades como objetivos de ensino e aprendizagem.
                     De acordo com Thereza Bordoni, o professor é um elemento chave na organização das situações de aprendizagem, pois compete-lhe dar condições para que o aluno "aprenda a aprender", desenvolvendo situações de aprendizagens diferenciadas, estimulando a articulação entre saberes e competências. Em lugar de continuar a decorar conteúdos, o aluno passará a exercitar habilidades, e através delas, a aquisição de grandes competências, ou seja, desenvolvendo habilidades através dos conteúdos. Caberia então aos professores mediar a construção do processo de conceituação a ser apropriado pelos alunos, buscando a promoção da aprendizagem e desenvolvendo condições para que eles participem da nova sociedade do conhecimento.
                     Certamente, para consolidar todos esses aspectos teremos que trabalhar numa construção coletiva com muito estudo, discussão e reflexão. Para isso, é necessário que cada professor se sinta responsável pela sua auto-formação e formação global do aluno e não por um único aspecto, informativo e relacionado à sua área específica de atuação e rever também sua forma de avaliação.




















3.3.6 Avaliação Reflexiva

                  Nessa perspectiva, outro fator importante que necessita mudar é a Avaliação. Avaliar é um processo de reflexão da prática pedagógica de forma contínua e processual para replanejá-la. A avaliação está a serviço do projeto educativo e, portanto, deve ser integrante e compartilhada. Sua concepção deve ser construída de modo a caracterizar:
*    Observância às competências propostas.
*    Predomínio dos aspectos qualitativos sobre os quantitativos e dos resultados ao longo do processo sobre os circunstanciais (testes e provas).
*    Inclusão da reorientação de estudos para os alunos com dificuldades de aprendizagem.
*    Acompanhamento processual a respeito do desenvolvimento do educando.
*    Predominância dos aspectos formativos sobre os somativos.
                  Citando os Parâmetros: O conceito de aprendizagem significativa, central na perspectiva construtivista, implica, necessariamente, o trabalho simbólico de significar a parcela da realidade que se conhece. As aprendizagens que os alunos realizam na escola serão significativas na medida em que consigam estabelecer relações substantivas e não arbitrárias entre os conteúdos escolares e os conhecimentos previamente construídos por eles, num processo de articulação de novos significados.
                Por ser reflexão da ação, a avaliação torna-se a possibilidade de superação da própria ação e, se permanente, provoca mudanças na ação educativa, rumo à efetivação de sua intencionalidade.
                A avaliação deve conduzir o ser humano progressivamente a constituir-se num sujeito autônomo, liberto para o conhecimento, um pensador livre, crítico, criativo e responsável perante o contexto sócio, econômico, político e cultural em que está inserido.
                Segundo Saul (1994) a avaliação é dimensão intrínseca do ato de conhecer e, portanto, fundamentalmente compromissada com o diagnóstico do avanço de conhecimento quer na perspectiva de sistematização, quer na produção de novo conhecimento de modo a se constituir em estímulo para o avanço da produção do conhecimento.
                Essa abordagem nos leva a entender que a avaliação seja um re-olhar sobre o conjunto da escola. Por essa razão é importante termos claro o quê, quando, como, com que e para que avaliamos. Daí a necessidade do cotidiano ser vivenciado intensamente, de investigar todo o ambiente desde as salas de aula, da participação nas atividades até a construção de uma ética social.
                Necessário se faz uma avaliação na qual se descreva todo o processo de construção do conhecimento, dificuldades e avanços do educando durante o processo de escolarização. Para sistematizar os dados e ou informações coletadas através dos instrumentos avaliativos será elaborado pelos professores o relatório descritivo individual, considerando cada área de conhecimento de forma sintética, mas rica em detalhes do processo vivido pelo educando em interação com outros tendo como mediador destas ações o professor.




3.3.7 Gestão Escolar

                Quando se trata de administrar uma instituição como a escola pública, a tarefa mais importante do gestor ou da equipe gestora é tomar as decisões certas para chegar a resultados positivos, ou seja, implantar as mudanças necessárias para que todos os alunos aprendam. Manter a documentação, os relatórios e outras questões burocráticas atualizados faz parte da rotina de qualquer administrador, mas tudo isso deve ser feito em função do objetivo principal da escola, aprendizagem e desenvolvimento humano dos educandos. De acordo com José Ernesto Bologno “é função do diretor ou da equipe gestora estar sempre alerta aos problemas de aprendizagem para ajudar o professor a encontrar as melhores estratégias de ensino.”
                A boa gestão não está ligada às ações de uma só pessoa, mas envolve a comunidade pedagógica – todos que interagem com os alunos e que ensina algo a eles. Apesar de o papel do diretor ser fundamental, sozinho ele não consegue atingir as metas de uma aprendizagem de qualidade. O coordenador pedagógico é seu grande colaborador para procurar alternativas para a sala de aula, ir atrás de novas e eficientes estratégias de ensino, planejar os horários de trabalho coletivo ou coordenar discussões pedagógicas. O professor, por sua vez, também deve estar envolvido com o trabalho de gestão, pois na ponta de todo o processo está ele com seus alunos, aplicando o que foi discutido em equipe.
                Portanto, um bom gestor deve ser um líder que rege a orquestra, mas tendo as mãos ampliadas pelo grupo de especialistas que o rodeia, e assim agregar as seguintes atitudes:
*    Desenvolver sua gestão primando pela democracia das relações na escola.
*    Nomear a coordenação pedagógica, depois de ouvir os professores.
*    Articular-se com as famílias e a comunidade, criando processos de integração com a escola.
*    Primar pela qualidade da educação na escola, participando da elaboração e execução do Projeto Político Pedagógico.
*    Estar sempre preocupado com os resultados de aprendizagem.
*    Participar do planejamento e fazer acompanhamento do trabalho docente.
*    Conversar com alunos e funcionários para detectar problemas e níveis de satisfação ou insatisfação e ouvir sugestões.
*    Ser um construtor de consensos, mas estar sempre aberto às novas idéias e à diversidade, aceitando críticas, opiniões e propostas.
*    Manter as questões administrativas em dia.

O Coordenador Pedagógico é membro do coletivo de profissionais da escola e deve atuar efetivamente com os professores nos desenvolvimentos dos processos de aprendizagem dos educandos nos Ciclos de Formação. Podemos pensar em três visões possíveis para o papel do coordenador: uma, como representante dos objetivos e princípios da rede municipal; outra, como educador que tem obrigação de favorecer a formação continuada dos professores, colocando-os em contato com diversos autores e experiências para que elaborem suas próprias críticas e visões de escola e, finalmente, como alguém que tenta fazer valer suas convicções, impondo seu modelo para o projeto pedagógico.

Assim, compete ao Coordenador Pedagógico:
*    Coordenar o planejamento e as ações pedagógicas;
*    Articular a elaboração participativa do Projeto Político Pedagógico; coordenar, acompanhar e avaliar o Projeto Político Pedagógico;
*    Acompanhar o processo de implantação das diretrizes da SEMEC relativos aos diagnósticos e ao currículo, orientando e intervindo quando solicitado ou necessário;
*    Coletar, analisar e divulgar os resultados de desempenho dos educandos, fazendo as intervenções necessárias;
*    Desenvolver e coordenar sessões de estudos, nos horários de HTPC;
*    Manter atualizado o fluxo de informações entre a Unidade Escolar e a SEMEC;
*    Propor de forma articulada com a Direção, projetos que visem à melhoria da qualidade de ensino e ao sucesso escolar dos educandos;
*    Promover a articulação entre pais, alunos e professores, para que todos trabalhem juntos, buscando, cada vez mais, o progresso do aluno.
Uma das atribuições essenciais do coordenador pedagógico está, sem dúvida alguma, associada ao processo de formação continuada, HTPC (horário de trabalho pedagógico coletivo), que se faz necessária pela própria natureza do saber e do fazer humano como práticas que se transformam constantemente. A realidade muda e o saber que construímos sobre ela precisa ser revisto e ampliado sempre. As trocas de experiências são meios interessantes de formação continuada, além de contemplar muito o modo como os saberes profissionais do professor são construídos.
Dessa forma, um programa de formação continuada se faz necessário para atualizarmos nossos conhecimentos, principalmente, para analisarmos as mudanças que ocorrem em nossa prática, bem como para atribuirmos direções esperadas a essas mudanças.  Portanto, a Formação Continuada pressupõe:
*    A compreensão de que ela não será a responsável exclusiva pelas transformações necessárias à escola, uma vez que isso depende de um conjunto de relações, mas poderá ser um elemento de grande contribuição para essas transformações;
*    Condições para a viabilização de suas ações, que podem ser resumidas em três grandes aspectos: vontade política por parte dos educadores, recursos financeiros e organização do trabalho escolar com tempo privilegiado para estudos coletivos e individuais por parte dos professores;
*    Seu sucesso requer como eixo fundamental a reflexão sobre a prática dos educadores envolvidos, tendo em vista as transformações desejadas para a sala de aula e para a construção da autonomia intelectual dos participantes.
                    Existem muitos fatores que facilitam a formação continuada e aqui destacamos dois interdependentes que, embora pareçam óbvios, contribuem para sua viabilização. O primeiro refere-se a um ambiente de relações, de confiança mútua e de companheirismo propício para o trabalho coletivo. O outro, é a responsabilidade e a adesão do professor à profissão, porque a formação do professor exige que ele queira ser e estar na profissão.
O papel do coordenador como educador, tendo em vista o trabalho pedagógico coletivo, apresenta a complexidade própria de qualquer ação que pretenda o crescimento real e autônomo de pessoas. Essa complexidade traz sinais que precisam ser interpretados, sinais das relações interpessoais, sinais de cada subjetividade produzida em diferentes contextos de relações.
Enquanto principais agentes do processo ensino - aprendizagem, os professores são intérpretes dessa complexidade. O enfrentamento da complexidade dessa formação exige, em primeiro lugar, tempo para se estar junto. Tempo para a construção da confiança que permite a coragem de expressar os próprios desejos, as próprias dúvidas e os próprios medos. 
Os saberes profissionais do professor são o conjunto de conhecimentos (teóricos e práticos) e competências (habilidades, capacidades e atitudes) que estruturam a prática e garantem uma boa atuação. São, portanto, competências consideradas como "condições" para que o professor possa ser um sujeito ativo no seu desenvolvimento profissional, que tenha instrumentos/espaços para pensar sobre a sua atuação, para tomar decisões e investir na sua própria formação. São elas:
1. Tematizar a prática;
2. Utilizar a leitura e a escrita para o seu desenvolvimento profissional;
3. Trabalhar em equipe;
4. Gerenciar sua própria formação.
A tematização da prática ocorre quando se toma a atuação do professor como objeto de reflexão em toda a sua complexidade e para a qual é necessário acionar uma série de conhecimentos diversificados.  A competência de tematizar a prática deve ser continuamente desenvolvida pelos professores e depende diretamente de outras competências oriundas de outros conhecimentos construídos.
 É essencial que os professores utilizem a leitura e a escrita em seu desenvolvimento profissional, já que  se pretende a formação de profissionais autônomos, pensantes e reflexivos. São muitas as situações possíveis de uso da escrita: relatar suas experiências e observações, registrar suas idéias, anotar suas dúvidas, escrever para planejar as atividades e para avaliar o trabalho realizado, escrever para organizar uma fala, anotar idéias centrais de uma fala para poder acompanhar o raciocínio do outro, anotar idéias relevantes de um texto lido.
    Trabalhar coletivamente se aprende, é resultado de uma vivência positiva na qual são consideradas e enfrentadas as dificuldades de ouvir e ser ouvido, de se colocar no lugar do outro para poder compreendê-lo, de apresentar suas dúvidas, de respeitar os conhecimentos do outro, ainda que se discorde deles, de se apropriar das discussões do grupo, de ter uma atitude solidária com os colegas.
Procurar desenvolver autonomia no gerenciamento de seu percurso profissional é importante para a construção de competências e também para que possamos afirmar a perspectiva de valorização e profissionalização do professor.
No desenvolvimento do trabalho pedagógico, compete ao professor:
*    Planejar atividades conjuntamente com seus pares que realmente possam contribuir para o desenvolvimento das habilidades e competências elencadas no PPP e que estejam de acordo com os pressupostos teórico-metodológicos definidos para o Ciclo de Formação/PPP;
*    Replanejar suas ações a partir das dificuldades apresentadas na sala de aula;
*    Acompanhar o processo de construção do conhecimento e desenvolvimento do educando;
*    Possibilitar o surgimento de vínculos afetivos favoráveis para a relação entre professores e alunos e aluno-aluno, possibilitando o exercício da auto-estima, como aspecto fundamental para o sucesso escolar;
*    Utilizar jogos, brincadeiras, materiais alternativos e outros espaços além da sala de aula para o desenvolvimento das ações curriculares;
*    Utilizar a heterogeneidade do nível de conhecimento dos alunos nas atividades, como suporte para garantir intercâmbio no cotidiano escolar;
*    Observar o “erro construtivo” do educando, como indicador para novas intervenções didáticas, respeitando o processo cognitivo de cada um;
*    Posicionar-se de forma mediadora, utilizando, na prática pedagógica, a problematização e o confronto de idéias como estratégia metodológica que facilita a construção do conhecimento;
*    Encaminhar ao Apoio Pedagógico os alunos com dificuldades de aprendizagem.

    Apesar da importância da sala de leitura, cuidar dela não se constitui uma tarefa fácil. O estagiário precisa, principalmente, possuir o hábito de ler, ser democrático e organizado, ser conhecedor da proposta pedagógica da escola e estar envolvido com o planejamento curricular de todas as áreas. Por isso, é importante o trabalho coletivo para a interação das temáticas desenvolvidas. De acordo com as orientações da SEMEC o estagiário precisa estar cursando Biblioteconomia, Pedagogia ou Letras. São deveres pertinentes ao estagiário:
*    Ser leitor assíduo;
*    Montar os sistemas de empréstimos e consultas de livros;
*    Organizar com boa visualização os livros;
*     Orientar os educandos no uso dos materiais;
*    Informar fontes, contexto da época, data de publicação;
*    Desenvolver estratégias de incentivo à leitura;
*     Trabalhar em parceria com os professores;
*      Manter a sala de leitura organizada.
  O coordenador de informática não é apenas um facilitador, mas o coordenador do processo. Ele deve estar atento e envolvido com o planejamento curricular de todas as áreas, para poder sugerir atividades pedagógicas, envolvendo a informática. Por isso é importante o trabalho coletivo para a interação das temáticas desenvolvidas.
  Em resumo, o coordenador de informática deve:
*    Ter uma visão abrangente dos conteúdos desenvolvidos e estar atento aos projetos pedagógicos das diversas áreas, verificando sua contribuição;
*    Conhecer o projeto pedagógico da escola;
*    Ter experiência de sala de aula;
*    Ter visão geral do processo e estar receptível para as devidas interferências nele;
*    Perceber as dificuldades e o potencial dos educandos, para instigá-los e ajudá-los;
*    Mostrar aos professores que o laboratório deve ser extensão de sua sala de aula;
*    Pesquisar e analisar os softwares educativos;
*    Ter uma visão técnica, conhecer os equipamentos e se manter informado sobre as novas atualizações;
*    Estar constantemente receptível a situações sociais que possam ocorrer.




















4. Proposta Pedagógica Curricular


Justificativa


A interdisciplinaridade, entre outras características, questiona a segmentação entre os diversos campos do conhecimento, com uma visão compartimentada das disciplinas.   De acordo com essa tendência pedagógica, o conhecimento passa a ter natureza sócio-interacional, inserido em um tempo e um espaço. Assim, as diversas disciplinas deverão fazer parte de um currículo integrado por objetivos comuns, que contribua para o processo educacional como um todo.
 É preciso superar a visão enciclopédica do currículo, que é um obstáculo à verdadeira atualização do ensino. Um dos desafios é a convergência de toda a comunidade escolar em torno de um projeto pedagógico que integre não só as disciplinas, mas todas as áreas de conhecimento.
                Esse currículo integrado pressupõe alterações nas relações de ensino-aprendizagem, ou seja, pressupõe um ensino mais exigente. Exige um planejamento que deixe muito claro para o professor e para o aluno o que, por que e como se vai aprender. Exige que o professor conheça a realidade do educando e suas redes de relações, mas exige também um aluno mais participativo, mais questionador.
                Partindo do pressuposto que a escola dificilmente conseguirá propiciar condições para que os educandos aprendam tudo o que é importante, mas que pode possibilitar que eles se apropriem de diferentes conhecimentos gerados pela sociedade, relacionando sempre a realidade com o universal, é que estamos integrados no projeto pedagógico e também no planejamento.
                Não é simples selecionar o que ensinar de modo integrado, mas precisamos refletir sobre quais saberes poderão ser mais relevantes para o convívio dessas crianças e adolescentes e para sua inserção na sociedade letrada, pois eles têm o direito de aprender os conteúdos das diferentes áreas de conhecimento, inclusive ter acesso á informática, que lhes assegurem cidadania no convívio dentro e fora da escola. Assim é fundamental que cada professor se sinta desafiado a repensar o tempo pedagógico, analisando se a seleção de conteúdos, competências, habilidades e se o que ensina é de fato importante e significativo para os educandos, considerando que eles são crianças e adolescentes que apresentam características singulares dessas etapas de desenvolvimento. A escola assume um caráter democratizador à medida que proporciona não apenas o acesso, mas a apropriação do conhecimento e da tecnologia.
                Reconhecemos a necessidade da circulação de informações e conhecimentos, mas não queremos que nossos educandos aprendam conceitos ou teorias científicas desarticuladas das funções sociais, principalmente as relacionadas à realidade deles. Queremos que eles pensem sobre a sociedade, interajam para transformá-la e construam identidades pessoais e sociais. Por isso, a necessidade também de introduzir a informática no processo ensino-aprendizagem como elemento tecnológico eficiente para inovar e dinamizar métodos e técnicas pedagógicas, porque a escola colabora para a transformação social na medida em que fomenta as capacidades intelectuais, as atitudes e o comportamento crítico em relação à sociedade em que está inserida.  E quando a escola promove uma condição de aprendizado em que há entusiasmo nos afazeres e paixão nos desafios, está construindo a cidadania em sua prática.
                Portanto, ao planejar as situações didáticas, seus projetos, cada professor tem o compromisso de refletir sobre seus alunos, considerando o desenvolvimento integral deles, contemplando as características culturais a que pertencem e as características individuais, tanto no que se refere aos modos como interagem na escola, quanto às bagagens de saberes de que dispõem, planejando estratégias para superação das dificuldades apresentadas.  Certamente, o educando encontrará maior motivação para aprender a partir do momento em que o processo educacional levar em consideração sua realidade com suas necessidades, interesses, afetividades, modo de ver e viver a vida e de se expressar através do desenvolvimento de uma temática que surgiu da investigação do pensar da comunidade referente à sua realidade.

















4.1 Objetivos Gerais

O objetivo geral da escola é promover a produção de conhecimentos e a formação de pessoas íntegras e integradas à sociedade por meio da participação coletiva nos projetos pedagógicos em busca da cidadania e da dignidade, de forma autônoma e criativa. Para isso, o ensino deverá organizar-se de modo que, ao final do ensino fundamental, os educandos sejam capazes de:
- compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem os produz, valorizando a leitura como fonte de informação. Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem para ter acesso, compreender e fazer uso das informações contidas nos textos, fazendo também com que o conhecimento da língua inglesa na vida real, torna o aprendizado mais próximo, familiar e eficaz;
- expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva, observando as relações entre o homem e a realidade e desenvolver atividades que favoreça a formação da identidade e fecunde a consciência de uma sociedade multicultural;
- participar de atividades corporais, estabelecendo relações equilibradas e construtivas com os outros, adotando atitudes de respeito mútuo, dignidade e solidariedade em situações lúdicas e esportivas;
- conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre eles, continuidades e descontinuidades, conflitos e contradições sociais, assim como conhecer a organização geográfica e o funcionamento da natureza em suas múltiplas relações, de modo a compreender o papel das sociedades em sua construção e na produção do território, da paisagem e do lugar em que vive;
- reconhecer que a busca de Deus é algo fundamental para o ser humano e que a postura do homem moderno, calcada no ter e não no ser, deixa-o angustiado, insatisfeito, possessivo, consumista, fato que o faz abusar e degenerar a vida;
- compreender a natureza como um todo dinâmico, sendo o ser humano parte integrante e agente de transformações do mundo em que vive, identificando relações entre conhecimento científico e condições e equilíbrio da vida, com as permanentes interações entre seres vivos e os demais elementos do ambiente, resolver situações-problema, utilizando o conhecimento matemático, selecionar, organizar, produzir informações e interpretá-las para o desenvolvimento do raciocínio;
- Instrumentalizar o educando com a informática, abrindo-lhe horizontes, possibilitando-lhe conhecimentos adversos no mundo imaginário da revolução tecnológica em constante evolução, porque a compreensão do impacto das tecnologias contemporâneas sobre o mundo do trabalho e a vida social é urgente no contexto em que vivemos.







4.2 Currículo Integrado

Vivemos num mundo globalizado, no qual tudo está relacionado, onde as dimensões financeiras, culturais, políticas, ambientais, científicas são interdependentes, e, onde nenhum dos aspectos pode ser compreendido à margem dos demais.
O currículo globalizado e interdisciplinar converte-se em uma categoria capaz de agrupar uma ampla variedade de práticas educacionais desenvolvidas na sala contribuindo para melhorar os processos de ensino-aprendizagem.
Sendo assim, a Escola Padre Dionísio acredita que ao trabalhar as disciplinas integradas estará oportunizando a construção de uma aprendizagem significativa, não fragmentada, proporcionando ao educando uma visão mais ampla da sociedade.















4.3 Seleção de Conteúdos

O currículo é um importante elemento constitutivo da organização escolar. Currículo implica, necessariamente, a interação entre sujeitos que tem um mesmo objetivo e a opção por um referencial teórico que o sustente. Sendo assim, é uma construção social do conhecimento, pressupondo a sistematização dos meios para que esta construção se efetive. Segundo Gimeno Sacristán (1999),
O currículo é a ligação entre a cultura e a sociedade exterior à escola e à educação; entre o conhecimento e culturas herdadas e a aprendizagem dos alunos; entre a teoria (idéias, suposições e aspirações) e a prática possível, dadas determinadas condições.

Após um levantamento junto à comunidade, de vários estudos e discussão acerca do currículo, abordamos a organização das matrizes curriculares com propostas pedagógicas que devem ser ajustadas conforme os níveis, as fases/turmas e o grau de competências, considerando a LDB (Lei 9394) e o Parecer do CNE nº 4/98 item IV que garante aos alunos uma Base Comum e a Parte Diversificada: Área das Linguagens, Área das Ciências Humanas e Sociais, Área das Ciências Exatas e Naturais.







4.4 Áreas do Conhecimento

Ao propor um currículo integrado, estamos considerando que as disciplinas possuem uma ligação muito estreita entre si, tanto quanto à sua constituição quanto à exigência de seus saberes e de suas habilidades. Essa forma integrada de apresentar as disciplinas se deve ao fato de compreendermos que o ser humano não pode ser concebido de maneira fragmentada.
Por isso, o princípio básico do trabalho pedagógico deve estar pautado na interdisciplinaridade, porque o conhecimento produzido em qualquer área, por mais amplo que seja, representa, apenas de modo parcial e limitado, uma forma de ver a realidade. Embora complexa, a realidade é una, uma vez que todos os seus aspectos são interdependentes.
Daí a importância da instauração de diálogo entre as várias disciplinas na busca da unidade na diversidade e, portanto, a necessidade de uma visão e postura interdisciplinar no processo ensino-aprendizagem. Entretanto, há de se levar em conta que o procedimento interdisciplinar promove o tangenciamento entre as características de cada área de conhecimento, sem, contudo, romper com suas especificidades, o que significa dizer que o sucesso interdisciplinar consiste na abertura das fronteiras, mas não em ignorá-las.





4.5 Proposta Pedagógica da Educação Infantil
Educação Infantil: II Ciclo – crianças de 4 e 5 anos

Justificativa
O cotidiano da Educação Infantil se estrutura em torno de três eixos complementares: Cuidar, Brincar e Educar. Os cuidados são essenciais nesta fase e se referem tanto aos cuidados com o corpo, com o ambiente, com a alimentação, quanto à atenção às necessidades emocionais e sociais da criança. Atitudes de acolhimento e respeito às peculiaridades da criança promovem a passagem de uma dependência absoluta para uma progressiva independência.  Outro aspecto do trabalho se refere ao papel do brincar, do lúdico e do simbólico no cotidiano da escola infantil. Sabemos que a criança pequena processa o mundo e as informações através do brincar. É através desta atividade básica que ela cria, imagina, transforma, transgride. A brincadeira permite conhecer, experimentar, passar do real ao imaginário.  Brincar é uma experiência de cultura e um complexo processo interativo e reflexivo que envolve a construção de habilidades, conhecimentos e valores sobre o mundo. Educar para que a criança possa cada vez mais compreender o mundo em que vive por meio do trabalho pedagógico com os conhecimentos que possui e com aqueles de que vão se apropriando. É importante demarcar que o eixo principal em torno do qual o brincar deve ser incorporado nas práticas pedagógicas é o seu significado como experiência de cultura.  Por isso, devemos oferecer um espaço onde as crianças sintam-se, acolhidas e livres para brincar, experimentar, criar e principalmente conviver e realizar trocas sociais com seus pares.
São objetivos da Educação Infantil:
  • Propiciar ao aluno um ambiente rico em experiências necessárias ao desenvolvimento físico, psicomotor, cognitivo e sócio-afetivo, complementando a ação da família e da comunidade;
  • Promover a ampliação das experiências e conhecimentos do aluno, estimulando seu interesse pelo processo de transformação da natureza e pela convivência em sociedade;
  • Estimular a criatividade como elemento de auto-expressão; a construção do conhecimento que inclui necessariamente as idéias de descobrir, de inventar, de redescobrir e de criar.
  • Fornecer-lhe os pré-requisitos necessários à continuidade do processo educativo
Currículo
O currículo da Educação Infantil será organizado através das atividades assim distribuídas:
1.   Atividades de comunicação e expressão que desenvolvam as linguagens verbal, plástica, musical e corporal;
2.   Atividades com materiais que favoreçam o processo de elaboração de descoberta, de levantamento de hipóteses, de criação e de reinvenção;
3.   Atividades que estimulem a construção de conhecimentos matemáticos e do meio físico e social;
4.    Atividades que lhe proporcione desenvolvimento na construção do conhecimento, como sujeito social e histórico permeado pelo meio em que vive;
5.   Atividades que favoreçam o contato com a língua escrita.


Disciplinas
 Linguagem e Expressividade (práticas Lingüísticas, Linguagem Corporal – Movimento – Linguagem Artística – Artes Plásticas e Música), Identidade e Cultura (Ambiente Natural e Higiene, Leitura Numérica e Lógica Matemática) e Filosofia.
Procedimentos para acompanhamento e avaliação dos educandos
As atividades deverão ser programadas obedecendo a uma seqüência e ordenação cuidadosamente estabelecidas e apresentadas às crianças de forma lúdica como:
- organizando rotinas que propiciem a iniciativa, a autonomia e a interação entre as crianças;
- criando espaços onde se construam ações conjuntas;
- colocando à disposição das crianças materiais e objetos para descobertas, ressignificações e transgressões;
- compartilhando brincadeiras com as crianças, respeitando-as e contribuindo para ampliar seu repertório;
- observando as crianças para melhor conhecê-las e compreender seu universo e referencias culturais;
- estabelecendo pontes, com base nessas observações, entre o que se aprende no brincar e em outras atividades; centrando a ação pedagógica no diálogo, trocando saberes e experiências, trazendo a dimensão da imaginação e da criatividade para a prática cotidiana de ensinar e aprender.
 A avaliação, na Educação Infantil, far-se-á mediante acompanhamento e registro da observação do desenvolvimento do aluno durante as atividades realizadas na Escola, não tendo como objetivo a promoção ou a retenção do aluno e não constituirá pré-requisito para o acesso ao Ensino Fundamental. A avaliação será registrada através de relatório individual do aluno e apresentada aos pais para terem ciência do desenvolvimento do seu filho.
O que faz uma criança em uma Escola de Educação Infantil?
Brinca. Certamente brinca. Começa a fazer amigos, passa horas felizes convivendo com crianças e adultos que não são seus familiares. Mas não é apenas isso o que acontece. Até os 6 anos, a criança viverá uma das mais complexas fases do desenvolvimento humano, nos aspectos intelectual, emocional, social e motor, que será tanto mais rica quanto mais qualificadas forem as condições oferecidas pelo ambiente e pelos adultos que a cercam.
Uma escola precisa ser mais do que um lugar agradável, onde se brinca. Deve ser um espaço estimulante, educativo, seguro, afetivo, com professores realmente preparados para acompanhar a criança nesse processo intenso e cotidiano de descobertas e de crescimento. Precisa propiciar a possibilidade de uma base sólida que influenciará todo o desenvolvimento futuro dessa criança.
Por isso, a escola deve estruturar um projeto diferenciado para a Educação Infantil. Sem abrir mão de ser um espaço para o livre brincar, de ser um ambiente extremamente afetivo, a escola deve oferecer um cotidiano rico e diversificado de situações de aprendizagem planejadas para desenvolver as linguagens e as emoções e estabelecer os pilares para o pensamento autônomo.
Toda escola de Educação Infantil precisa ter certeza do que quer desenvolver na criança. Assim, para formar uma criança saudável e desenvolver sua capacidade de aprender a aprender, sua capacidade de pensar e estabelecer as bases para a formação de uma pessoa ética capaz de conviver num ambiente democrático, a escola deve propor atividades que desenvolvem um conjunto de conhecimentos, habilidades, atitudes e valores adequados a cada faixa etária.
Leitura e Escrita, Artes Plásticas, Música, Educação do Movimento, Conhecimento da Natureza e da Sociedade, Filosofia – em todas as atividades o aluno não é absolutamente aquele estudante passivo da educação tradicional, mas um aluno participante, ativo no processo de construção do conhecimento.  Em todas as áreas, os alunos têm a possibilidade de utilizar recursos como a Informática e vivenciar experiências ricas.
Linguagem oral e escrita
O aluno da Educação Infantil vai aprender a ler e a escrever? Ele irá além disso, porque não aprenderá mecanicamente, aprenderá a ler com compreensão os diversos tipos de texto, inclusive os bons textos literários. A leitura será uma fonte de lazer e de desenvolvimento da imaginação, mas sem a obrigatoriedade. Nossos alunos devem saber, desde cedo, que podem usar a linguagem de forma criativa, para expressar idéias e emoções e interagir com os demais. Assim, iniciam um processo para se tornar um leitor e um escritor competente.
Linguagem das Artes Plásticas e Música
Ver crianças pintando ou cantando são cenas comuns da Educação Infantil. Mas é muito importante que os pais saibam que esse trabalho pode ser desenvolvido em diferentes graus de qualidade. A experiência com as Artes abre novos horizontes para o ser humano, amplia as possibilidades de percepção do mundo e de expressão. Desde os primeiros anos, as crianças exploram e conhecem os elementos da linguagem visual e musical, pintando, esculpindo, criando, apreciando trabalhos de outras crianças e de artistas consagrados e visitando exposições. As experiências em Artes Plásticas oferecem à criança a possibilidade de explorar e criar intimidade com os materiais, descobrindo as possibilidades expressivas dos mesmos e, desta forma, ampliando seu campo referencial. Às crianças menores, devemos proporcionar oportunidades para que trabalhem em contato direto com tintas, colas e outros materiais, sem a intermediação de pincéis ou outras ferramentas, pois sensivelmente elas estarão pesquisando, refletindo e concluindo sobre as características desses materiais. A verbalização sobre as suas experiências de trabalho é fundamental, nesta faixa etária. Da mesma forma, em aulas de Música, eles aprendem a ouvir e a cantar músicas de diferentes épocas e estilos; aprendem também a explorar sons e instrumentos, desenvolvendo sua musicalidade. Ouvir música, aprender uma canção, brincar de roda, realizar brinquedos rítmicos, são atividades que despertam, estimulam e desenvolvem o gosto pela atividade musical, além de propiciar a vivência de elementos estruturais dessa linguagem. A criança através da brincadeira, relaciona-se com o mundo que a cada dia descobre e é dessa forma que faz música: brincando. Receptiva e curiosa, ela pesquisa materiais sonoros, "descobre instrumentos", inventa melodias e ouve com prazer a música de todos os povos. De forma ativa e contínua, a aprendizagem musical integra prática, reflexão e conscientização, encaminhando a experiência para níveis cada vez mais elaborados.
 Educação do movimento
Existe ainda uma tendência a pensar corpo e mente como realidades completamente distintas. Mas, o movimento corporal é uma importante dimensão do desenvolvimento humano e nas crianças ele está intrinsicamente ligado ao desenvolvimento da inteligência. A exploração do ambiente e do espaço por meio do movimento é estimulada em atividades fora da sala de aula e sempre de forma lúdica. As propostas são ricas e desafiadoras possibilitam o aprimoramento do movimento e a ampliação do conhecimento acerca de si e do outro. A proposta de Educação do Movimento incorpora algumas produções da cultura corporal como o jogo, o esporte, a dança e a ginástica, brincadeiras, dando novos significados à cultura corporal humana iniciação de práticas esportivas. De forma lúdica, procura encontrar em cada um de seus conteúdos os benefícios fisiológicos, psicológicos e suas possibilidades de utilização como instrumentos de comunicação, expressão, lazer e cultura.
Identidade e Cultura
Atividades que permitem a criança tomar consciência do mundo, mediada pelos conhecimentos do cotidiano e, gradativamente, conhecer as diferenças, as transformações, as mudanças e os conhecimentos elaborados pelas ciências, e assim, construir e/ou reconstruir, de forma contextualizada, suas representações a respeito do mundo social e cultural.
Conhecimento da Natureza e da Sociedade
Estas atividades abrem um espaço desafiador para que as crianças observem o mundo, fazem perguntas, tomam consciência dos fenômenos naturais, estabelecem relações entre o que observam e o que sabem das coisas observadas, garantindo a compreensão de conceitos e a aprendizagem significativa. Em todas as situações, o grande enfoque da Educação Infantil está no desenvolvimento de atitudes de valorização e preservação do ambiente.
Matemática
A idéia de que Matemática é um difícil segredo, reduzido a contas e fórmulas, provoca o distanciamento de muitos alunos dessa ciência fundamental. Na Educação Infantil, as atividades devem encorajar a exploração de uma variedade de idéias matemáticas relativas a números, medidas e geometria, conservando o prazer e a curiosidade. Para isso, devemos aproveitar situações cotidianas significativas, como jogos que envolvem a contagem e operações aritméticas que possibilitem desenvolver o raciocínio lógico.

Filosofia
Duas afirmações opostas podem ser verdadeiras? As coisas são o que pensamos que são? Podemos pensar no que não existe? Perguntas como essas acompanham os homens por toda a vida, desde a primeira idade. A Educação Infantil é um momento especialmente favorável para estimular o pensamento filosófico. Nas aulas, o objetivo é formar uma comunidade investigativa, na qual os participantes expõem suas idéias, escutam-se, questionam-se e comparam pontos de vista.






4.6 Proposta Pedagógica do Ensino Fundamental
4.6.1 Alfabetização e Letramento – Anos Iniciais
            Lingüisticamente, ler e escrever é aprender a codificar e decodificar o código alfabético. Dizendo de forma mais clara: alfabetização é a apropriação do código escrito, pois para aprender a ler e escrever o aluno precisa relacionar sons com letras, para codificar ou para decodificar, essa é a especificidade da alfabetização. Concretamente, na sala de aula, alfabetizar significa que o agente veiculador do conhecimento, didaticamente, ensinar o aluno a ler e escrever se apropriando das competências da compreensão dos sinais.
                       Ninguém aprende a ler e escrever sem aprender relações entre fonemas e grafemas, para codificar e decodificar. Envolve, também, aprender a segurar num lápis, aprender que se escreve de cima para baixo e da esquerda para direita; enfim envolve uma série de aspectos técnicos. Isso é a parte específica do processo de aprender a ler e a escrever.
                        Letramento ou cultura letrada, conforme conceituamos no inicio, ratificamos pelo olhar de Soares como sendo a condição de quem não apenas sabe ler e escrever, mas cultiva e exerce as práticas sociais que usam a escrita (SOARES, 1998, p.47). Alfabetizar, na perspectiva do letramento, ou alfabetizar-letrando é instrumentalizar os alunos com o código alfabético para que estejam aptos ao seu uso. Ensinar o código escrito na cultura centrado no letramento significa alfabetizar no “lugar certo”, ou seja, através das práticas sociais, culturais, de leitura, oralidade e escrita.
                           Segundo Soares, o que mais propriamente se denomina letramento é a imersão do indivíduo na cultura escrita, participação em experiências variadas com a leitura e a escrita, conhecimento e interação com diferentes tipos de gêneros de material escrito (SOARES, 2003, p.l3). Para Leda Verdiani Tfouni, enquanto a alfabetização se ocupa da aquisição da escrita por um indivíduo, ou grupos de indivíduos, o letramento focaliza os aspectos sócio-históricos da aquisição de um sistema escrito por uma sociedade (TFOUNI, 2004, p. 20). Outros autores, como Emília Ferreira, por exemplo, não usa os dois termos. Para ela, os conceitos de alfabetização e letramento significam a mesma coisa, ou seja, um conceito está inserido no outro.
                             No entanto, é importante explicitar a indissociabilidade dos dois processos: alfabetizar, com base no letramento, respeitando a especificidade do ensino e aprendizagem da língua escrita sem dissociá-la do processo de letramento e a especificidade do ensino e aprendizagem do letramento sem dissociá-lo da alfabetização.
                          O processo de letramento ou cultura letrada não acontece de modo espontâneo, exige mediação da professora e/ou da família proporcionando aos alunos, de forma constante e significativa, a interação com as práticas sociais de leitura e escrita, isto é, com a cultura escrita em especial a literatura Infantil.
                         Enfim, o aluno aprende a ler lendo, a escrever escrevendo num ambiente alfabetizador “vivo” que permita ler o mundo com sentido, função, sentimento, criação, tendo uma professora que ensina de verdade, compreende a indissociabilidade e a especificidade da alfabetização e do letramento e conduz o processo com atividades didáticas que promovem de fato a aprendizagem. Uma vez identificadas as partes, faz-se necessário relacioná-las à produção escrita no Ensino Fundamental.
Produção Escrita e Letramento
                         Pelo exposto, é perceptível que o alunado do Ensino Fundamental é alfabetizado, entretanto, não tem o domínio adequado da escrita justamente pela carência da prática da leitura, cuja finalidade é absorver o mundo ou ressignificá-lo, dando-lhe participação ativa nas práticas sociais, O letramento favorece o estudante no sentido de mergulhar nas entranhas do texto e assim fazer relações entre o texto lido e o mundo presente.
                        Pouco se sabe no domínio da escrita, porque pouco se sabe exercício efetivo de leitura. Por isso, percebe-se que o alunado sofre por falta de idéias pela simples constatação de que ele não adquiriu um nível de leitura que lhe permita tal desenvoltura no processo de pensar e transmitir suas idéias no papel, na escrita propriamente dita. A capacidade de articular as palavras sob forma de expressar suas reflexões de forma coesa e coerente é instrumentalizada pela capacidade de leitura não meramente decodificada de signos, mas provida do sentido de associação à realidade contextual.
                          Portanto, é importante entender que letramento e escrita são fenômenos indissociáveis e que acontecem concomitantemente, e mais, que o labor da docência criativa deve ser o de criar condições reais de leitura e escrita e uma   política de estímulo, com vistas à inclusão nas práticas que favoreçam a apropriação do letramento sob a justificativa de que ele favorecerá o individuo no sentido elevar seu nível de consciência crítica frente ao mundo em que vive, dando-lhe possibilidade de participação na vida política, atributo inerente a todo cidadão livre; e no bom desempenho na produção escrita, usufruindo com segurança dos gêneros textuais,  dando-lhe inserção nas práticas sociais simples e complexas das esferas em que freqüenta.















4.6.2 Linguagens e suas Tecnologias:: Anos Finais 
Língua Portuguesa, Língua Inglesa e Artes. Carga Horária: 08 Aulas Semanais.

O conjunto de concepções que sustenta a prática pedagógica, orientada pelo Sociointeracionismo, propõe ações necessárias à aquisição de saberes e habilidades na área das linguagens. A linguagem concebida como interação é o meio mais eficiente do ser humano participar efetivamente do seu contexto social, histórico e cultural. Toda interação se dá por meio de uma interlocução, portanto, a linguagem só pode ser observada no seu caráter dialógico. Assim, é na consciência da presença do outro e na construção dos significados que a linguagem adquire seu real valor.
    A Língua Estrangeira, assim como a Língua Portuguesa, possui o mesmo percurso de aprendizagem tendo em vista o processo sociointeracional, exceto apenas por ser a segunda língua. Sua importância reside na constituição de uma sociedade global, na qual conhecer outros códigos lingüísticos, além da de seu país, é quase uma questão de sobrevivência.
    Logo o conhecimento de uma língua estrangeira pode ajudar no conhecimento da língua materna pela comparação em vários níveis, além de possibilitar o desenvolvimento discursivo do aluno, trabalhando as diversidades culturais e discutindo o preconceito racial, lingüístico, cultural, entre outros. Sob essa perspectiva, aprender e ensinar é considerar o outro como parte integrante do processo.
Com o conhecimento da arte, o educando pode estabelecer relações mais amplas, quando estudada em determinado assunto histórico, possui mais habilidade em construir um texto, resolver problemas matemáticos utilizando-se de estratégias pessoais, é capaz de perceber sua realidade cotidiana mais vivamente, reconhecendo objetos e formas que estão à sua volta. A arte solicita a visão, a escuta e os demais sentidos como portas de entrada para uma compreensão mais significativa das questões sociais, porque ensinar arte com arte e ética é o caminho mais eficaz.
    A arte é um modo privilegiado de conhecimento e aproximação entre indivíduos de culturas distintas. Nessa perspectiva, tem uma função importante a cumprir: situar o fazer artístico como fato e necessidade de humanizar o homem histórico. A educação em arte propicia o desenvolvimento do pensamento artístico e da percepção estética, que caracterizam um modo próprio de ordenar e dar sentido à experiência humana: o aluno desenvolve a sua sensibilidade, percepção e imaginação, tanto ao realizar formas artísticas quanto na ação de apreciar e conhecer as formas produzidas por ele e pelos colegas, pela natureza e nas diferentes culturas.
        Para tanto, os conteúdos da área das Linguagens devem ser ensinados por meio de situações e/ou propostas que alcancem os modos de aprender do aluno e garantam a participação de cada um dentro da sala de aula. Cabe ao professor escolher os modos e recursos didáticos adequados para a construção do conhecimento. Cabe também à escola orientar seu trabalho com o objetivo de preservar e impulsionar a dinâmica do desenvolvimento e da aprendizagem, preservando a autonomia do aluno e favorecendo o contato sistemático com os conteúdos, temas e atividades que melhor garantirão seu progresso e integração como estudante. Dessa maneira, a formação por ciclos de formação humana concretiza-se, quando concebe a educação em sua totalidade.
    O domínio da língua oral é fundamental para a participação social efetiva, pois, é por meio dela que o homem se comunica, tem acesso à informação, expressa e defende pontos de vista, partilha ou constrói visões de mundo e produz conhecimento. Assim, um projeto educativo comprometido com a democratização social e cultural atribui à escola a função e a responsabilidade de garantir a todos os seus alunos o acesso aos saberes lingüísticos necessários para o exercício da cidadania, direito inalienável de todos.
    Essa responsabilidade é tanto maior quanto menor for o grau de letramento das comunidades em que vivem os alunos. Considerando os diferentes níveis de conhecimento prévio, as diferentes fases e ciclos, cabe à escola promover a sua ampliação de forma que, progressivamente, durante o Ensino Fundamental em três ciclos de formação humana, cada aluno se torne capaz de interpretar diferentes gêneros discursivos que circulam socialmente, de assumir a palavra e, como cidadão, de produzir textos eficazes nas diferentes situações, conhecendo e sabendo usar corretamente as variantes lingüísticas.
O inglês tornou-se um dos principais veículos de comunicação nos meios diplomáticos, no comércio mundial, nas competições esportivas, no turismo, nos congressos sobre ciências, tecnologia, artes, entre outras. Desse modo, falar uma ou mais línguas, possibilita o acesso a bens culturais da humanidade construídos em outras partes do mundo. Por isso, é de suma importância o aluno conhecer a língua inglesa para não se sentir isolado no mundo globalizado.
    O ensino de Linguagens deverá então, centrar-se em três eixos básicos: leitura e compreensão, produção de textos verbais e não-verbais e análise lingüística.
*      Prática de Leitura – Vale salientar que a concepção de leitura nesta proposta não se limita a mera decodificação da escrita, uma vez que o leitor não é um sujeito passivo e o ato de ler implica uma relação de diálogo do leitor com o texto, acreditando ou questionando o que ele lhe diz. 
    A leitura é um dos meios mais eficazes de desenvolvimento da linguagem e da personalidade. Ela nada mais é que um ato de compreensão do mundo, da realidade que nos cerca e em meio à qual vivemos. 
    Ler é compreender as diversas mensagens existentes no ambiente em que se vive. Dessa forma, os textos têm diferentes significados, pois cada leitor tem uma visão de mundo.
    Para que a leitura possa ocupar seu espaço naturalmente na escola é necessário fazer acontecer essa relação de diálogo entre aluno e texto. O trabalho com a leitura proporciona ao aluno a chance de entrar em contato com uma diversidade de textos interessantes, de variados gêneros, com objetivo de formar leitores competentes e de despertar o gosto pela leitura e pela pesquisa.  Este é o momento do aluno se responsabilizar pelo seu processo de aprendizagem.
*  Prática de produção de texto - Para que a produção de texto fuja do artificialismo da escola é necessário seguir as características que definem o sentido de escrever, ou seja, escrever para alguém, sobre algo, com alguma finalidade, pois a modalidade escrita da linguagem é a busca da comunicação à distância na acepção do tempo e do espaço. Ao tomar consciência de que há diferenças entre a produção oral e a escrita, o aluno usará os recursos pertinentes a cada uma delas.
    É importante, ainda, recuperar na produção de texto, atividades individuais e coletivas sempre relacionadas ao contexto, com interpretação de acordo com sua visão de mundo. A atividade de escrever é uma continuidade do ato de ler, pois é um processo de construção e reconstrução de sentido em relação ao que se vê, ao que se ouve, sente ou pensa.  Portanto, quanto mais experiência de leitura o aluno tiver, mais fácil será o processo de produção textual.
*  Prática de análise lingüística – a prática de análise lingüística visa trabalhar os aspectos estruturais que são os obstáculos mais freqüentes que interferem no uso da modalidade escrita da língua culta.
    O texto produzido pelo aluno é o ponto de partida para o domínio da língua padrão, uma vez que sua realidade lingüística nos leva a isso, estando a gramática sempre a serviço do texto, permitindo que o aluno reconheça os operadores lingüísticos responsáveis pelos encadeamentos, pelas retomadas e seqüências de idéias e aprenda a utilizá-los.
    Para o aluno discernir dúvidas contidas em seu próprio texto serão úteis os subsídios e não o estudo inesgotável de regras, partindo das dificuldades concretas que passam do individual para o coletivo. Assim, a reescrita do texto é de suma importância para tratar dos aspectos referentes às estruturas textuais, aos aspectos ortográficos, aos aspectos funcionais da utilização da língua, aos efeitos de sentido produzido pelo uso dos recursos semânticos, morfossintáticos e estilísticos de forma integrada e simultânea.
Além dos aspectos gerais de relevância e os aspectos específicos, levar em consideração a tipologia textual que está sendo reestruturado.
    Se assim procedermos certamente estaremos praticando as variedades lingüísticas que nos levarão a aquisição da variedade padrão de forma mais dinâmica do que a simples mecanização de exercícios. Dar oportunidade ao aluno de se ver como sujeito ativo neste processo de forma que, ao decorrer dos três ciclos de formação humana, ele deverá ser capaz de:
*  Expandir o uso da linguagem em instâncias privadas e utilizá-las com eficácia em instâncias públicas, sabendo assumir a palavra e produzir textos – tanto orais como escritos – coerentes, coesos, adequados a seus destinatários, aos objetivos a que se propõem e aos assuntos tratados;
*  Utilizar diferentes registros, inclusive os mais formais da variedade lingüística valorizada socialmente, sabendo adequá-los às circunstâncias da situação comunicativa de que participam;
*  Conhecer e respeitar as diferentes variedades lingüísticas do português falado;
*  Compreender os textos orais e escritos com os quais se defrontam em diferentes situações de participação social, interpretando-os corretamente e inferindo as intenções de quem os produz;
*   Valorizar a leitura como fonte de informação, via de acesso aos mundos criados pela literatura e possibilidade de fruição estética, sendo capazes de recorrer aos materiais escritos em função de diferentes objetivos;
*  Utilizar a linguagem como instrumento de aprendizagem, sabendo como proceder para ter acesso, compreender e fazer uso de informações contidas nos textos: identificar aspectos relevantes; organizar notas; elaborar roteiros; compor textos coerentes a partir de trechos oriundos de diferentes fontes; fazer resumos, índices, esquemas, etc.;
*   Valer-se da linguagem para melhorar a qualidade de suas relações pessoais, sendo capazes de expressar seus sentimentos, experiências, idéias e opiniões, bem como de acolher, interpretar e considerar os dos outros, contrapondo-os quando necessário;
*  Usar conhecimentos adquiridos por meio de prática de reflexão sobre a língua para expandirem as possibilidades de uso da linguagem e a capacidade de análise crítica;
*   Conhecer e analisar criticamente os usos da língua como veículo de valores e preconceitos de classe, credo, gênero ou etnia.
    O ensino da língua inglesa, para facilitar seu aprendizado, o professor deve ter a preocupação de trabalhar textos que abordam assuntos variados, bem ilustrados com fotos e desenhos, apresentando uma gramática bem dosada, se propondo a ensinar o essencial, adequando os conteúdos ao nível da classe e ao tempo, conduzindo gradativamente ao aprendizado e conduzindo o educando a:
*  Empregar as estruturas aprendidas de modo correto, aplicando-as em diversos contextos e sendo capaz de ampliá-las de forma criativa;
*  Participar de diálogos simples, envolvendo as estruturas e o vocabulário conhecido;
*  Compreender o sentido da linguagem utilizada em situações de experiências ou em textos simples;
*  Compreender a relevância do conhecimento dessa língua como instrumento de comunicação que lhe possibilita desenvolver-se cultural e profissionalmente;
* Ter uma visão crítica da língua como instrumento vivo em constante transformação e que ele deve incorporá-la ao seu dia-a-dia de forma dinâmica e envolvente;
*  Perceber que as culturas dos países de língua inglesa são constantemente comparadas à brasileira, possibilitando-lhe, através de uma análise direta, uma visão crítica do mundo em que vivemos;
*  Conceber a prática de leitura em inglês, de diferentes gêneros de textos, enquanto fator que implica na relação de diálogo do leitor com o texto, na produção oral e escrita, no saber usar os recursos pertinentes a cada uma delas e na prática de análise lingüística, observar os aspectos que interferem no uso da modalidade da língua culta.
    O ensino de Arte deverá organizar-se de modo que os educandos desenvolvam as habilidades de:
*  Expressar e saber comunicar-se em artes mantendo uma atitude de busca pessoal e/ou coletiva, articulando a percepção, a imaginação, a emoção, a sensibilidade e a reflexão ao realizar e fruir produções artísticas;
*  Interagir com materiais, instrumentos e procedimentos variados em artes (artes visuais, dança, música, teatro, artes plásticas), experimentando-os e conhecendo-os de modo a utilizá-los nos trabalhos pessoais;
*  Edificar uma relação de autoconfiança com a produção artística pessoal e conhecimento estético, respeitando a própria produção e a dos colegas, no percurso de criação que abriga uma multiplicidade de procedimentos e soluções;
*    Compreender e saber identificar a arte como fato histórico contextualizado nas diversas culturas, conhecendo respeitando e podendo observar as produções presentes no entorno, assim como as demais do patrimônio cultural e do universo natural, identificando a existência de diferenças nos padrões artísticos e estéticos.


4.6.3 Educação Física

Carga Horária: 02 Aulas Semanais



    A Educação Física é uma disciplina que proporciona ao educando conhecer e compreender o corpo humano como um organismo integrado que interage com o meio físico e cultural, que sente dor, prazer, alegria, medo, etc.
    Dessa forma, propiciar ao aluno os conhecimentos práticos e conceituais, adquirindo autonomia, espírito participativo, alegre, cooperativo, leal, justo e democrático deve ser o empenho de toda instituição educativa.
    Para tanto, torna-se necessário desenvolver no aluno os conhecimentos e habilidades necessárias:
*  Conhecimentos anatômicos – referindo-se à estrutura muscular e óssea e sua relação com movimentos, posições em situações de movimento e relaxamento.
*  Conhecimentos fisiológicos - relacionados às alterações que ocorrem durante as atividades físicas como: freqüência cardíaca, queima de calorias, perda de água e sais minerais (suor).
    Necessitando o aluno:
*    Conhecer e adequar os hábitos posturais, atitudes corporais em diferentes atividades.
*    Observar habilidades motoras em jogos, danças, lutas, etc.
*    Ter a consciência do próprio corpo: da respiração, perceber a tensão e o relaxamento dos músculos, sentir os ossos, as articulações, a coluna vertebral.
*    Conhecer alguns dos múltiplos conhecimentos produzidos e usufruídos pela sociedade a respeito do corpo e do movimento com a finalidade de lazer, expressão de sentimentos, afetos e emoções, e com possibilidades de promoção, recuperação e manutenção da saúde.
*    Reconhecer o vasto patrimônio cultural como diferentes manifestações: jogo, esporte, dança, ginástica, lutas (seus benefícios fisiológicos e psicológicos, mais possibilidades de utilização como instrumentos de comunicação, expressão, lazer e cultura, devendo ainda ser conhecidas, valorizadas, compartilhadas enquanto atividades sócio-culturais).
*    Conhecer, discutir regras e estratégias, apreciar criticamente, analisar esteticamente, avaliar eticamente, ressignificar e recriar as manifestações já elaboradas.
*    Participar de práticas da cultura corporal – aliando esta ao pleno exercício da cidadania.
*    Ampliar o desenvolvimento da autonomia, da cooperação e participação social e da afirmação de valores e princípios democráticos.
*    Posicionar-se adotando uma postura não consumista.

Habilidades:

*    Vivenciar diferentes práticas advindas das mais diversas manifestações culturais presentes na vida cotidiana (posicionando-se e adotando posturas não preconceituosas e nem discriminatórias).
*    Traçar metas, conhecer e ampliar suas potencialidades, bem como respeitar suas limitações.
*    Participar com desportividade de diferentes jogos e atividades sejam elas de caráter cooperativo, recreativo ou competitivo.
*    Distinguir/reconhecer situações, posturas e ações prejudiciais à saúde (fumo álcool, drogas).
*    Participar de atividades lúdicas sem caráter utilitário (contribuem para o bem estar coletivo).
*    Adoção e defesa de hábitos saudáveis.
*    Reconhecer que o lazer e a disponibilidade de espaço para atividades lúdicas e esportivas são necessidades básicas, por isso é direito do cidadão.
*    Evidenciar conhecimento sobre o corpo, seu processo de crescimento e desenvolvimento – resultados de práticas corporais e adoção de hábitos de alimentação, de higiene, de práticas físicas e posturais adequadas.
*    Formar hábitos de autocuidados, de construção de relações interpessoais enriquecedoras.
*    Interagir com os adversários (nos jogos, disputas) expressando respeito, participando de forma não violenta e leal, desenvolvendo a capacidade de julgar com justiça.
*    Valorizar o trabalho em equipe, a solidariedade e a dignidade.
*    Viver papéis de participante e de espectador.
*    Saber utilizar o espaço de forma estratégica e articulada.
*    Construir um repertório amplo de movimentos (correr, arremessar, pular).
*    Desenvolver habilidades motoras e capacidades físicas em situações contextualizadas e significativas.
*    Superar as limitações buscando vencer novos desafios.



4.6.4 Ciências Humanas e Sociais e suas Tecnologias:

História, Geografia e Ensino Religioso – Carga Horária: 06      Aulas Semanais



    Em meio as atuais e aceleradas mudanças em todas as áreas e também das Ciências Humanas e Sociais, não é mais possível conceber a escola apenas como transmissora de conhecimentos, mas sim como um espaço plural de construção coletiva de saberes. Neste espaço de prática social, discentes e docentes, através da interlocução dialógica, que valoriza, ouve e reflete sobre as experiências, passam a compreender e a tecer sua parte na trama social.
    Uma proposta inovadora que concebe o educando como parte integrante do processo, perpassa todo seu trabalho pedagógico pela reflexão e planejamento real com os valores atuais e a realidade social com as experiências sociais do passado para melhor entender o presente; proporciona oportunidades para que o aluno estabeleça relações entre elementos da realidade, buscando compreender a complexidade e a dinâmica da vida em sociedade. O importante é a vivência de cada um, a compreensão que se tem de grupos: família, escola, instituição, bairro, cidade, ou seja, o espaço que se ocupa e o tempo que se vive.
    Quanto à construção da noção do espaço é imprescindível a observação, a localização, a orientação e a projeção da apreensão espacial para dimensões mais amplas. Perceber o espaço enquanto resultado da construção de uma sociedade num determinado momento histórico. Ver a produção do espaço como manifestação da realidade nos seus diversos elementos físicos e humanos, nas suas relações, muitas vezes contraditórias e sempre resultados das dinâmicas sociais. Quanto à construção da noção do tempo, é importante entender o tempo histórico e social produzido pela sociedade humana na dinâmica das relações sociais em diferentes épocas.
A religião propicia ao educando um posicionamento consciente e responsável de promover a vida, sendo sujeito do seu próprio processo espiritual, de forma a contribuir para mudanças das estruturas injustas, discriminatórias e causadoras das desigualdades. Dentro do espírito da nova LDB 9394/96, o Ensino Religioso não deve caracterizar-se em dar catequese na escola pública, mas realizar um ensino amplo de valorização da diversidade religiosa que retrata a diversidade de crenças da população estudantil. Não é função de a escola pública educar a fé em determinadas crenças e, nem fazer proselitismo, isto é, propaganda de uma ou outra confissão religiosa, de missão religiosa.
    Deve, entretanto, formar o homem integralmente nos seus aspectos cognitivo, social, físico e afetivo e imbuí-lo de valores humanizadores. Nesse sentido, volta-se a ênfase de valores universais como o amor, a paz, o respeito mútuo, a solidariedade que contribuirá assim, na formação de valores sociais, morais e éticos dos educandos, buscando sua integração como sujeitos conscientes e participativos de uma sociedade pluralista, e democrática.
O ensino das Ciências Humanas e Sociais motivador e desafiante, cuja aprendizagem está inserida na realidade, exige saberes criativos, interdisciplinares e dinâmicos, os quais contribuem para formação de agentes históricos, engajados num projeto de transformação da sociedade. Estudar o espaço geográfico é compreender como diferentes sociedades interagem com a natureza na construção de seu espaço; é capacitar os alunos para leitura de paisagens, recorrendo a diferentes linguagens na busca de informações e como forma de expressar suas interpretações, hipóteses e conceitos. 
O saber histórico escolar é uma possibilidade para o professor refletir que tipo de formação assegurar aos educandos. A partir daí elaborar uma proposta que permite o acesso ao conhecimento histórico numa relação ativa e dialética entre o geral e o particular, o próximo e o distante, o novo e o velho, o passado e o presente. Um ensino que envolve relações e compromissos com o conhecimento histórico, de caráter científico, com reflexões que se processam no nível pedagógico e com a construção de uma identidade social pelo estudante, relacionada às complexidades inerentes à realidade com que convive. É um processo de ensino aprendizagem que envolve uma distinção básica entre o saber histórico, como um campo de pesquisa e produção de conhecimento do domínio de especialistas, e o saber histórico escolar como conhecimento produzido no espaço escolar.
    Conta-se para isso, com caminhos, procedimentos alternativos para o trabalho no ensino onde cabe a cada educador o papel de possibilitar, orientar, ensinar, sinalizar, provocar questionamentos coletivos, instigar o estabelecimento de relações entre os dados obtidos nas pesquisas e os conhecimentos prévios dos alunos, sendo necessário pensar o ensino enquanto processo permanente de investigações e descobertas individuais e coletivas.
    Dessa forma, os planejamentos precisam acompanhar as necessidades e o ritmo das turmas, flexibilizando as metodologias, o programa, o currículo, os tempos escolares, bem como as necessidades sociais atuais. Deve-se ainda, tomar especial cuidado no que se refere à construção de conceito (tempo, espaço, história, fato), uma vez que construir conceitos é atribuir significado às informações, produzir e articular relações entre o conhecer da ação, do sujeito cognoscentes na elaboração de interpretação acerca de parcelas da realidade, permeando o contexto atual.
    Outro aspecto relevante e que merece especial atenção refere-se às características etárias e os diferentes níveis em que se encontram os educandos, variando-se a complexidade e a abrangência dos temas estudados. No que concerne às dificuldades e progressividade da apreensão de conceitos, há de se buscar apoio na arte, nos meios de comunicação, no lúdico, etc.
    Nesta perspectiva, a proposta para o ensino das Ciências Humanas e Sociais deve procurar fornecer o desenvolvimento das capacidades de diferenciação e identificação, com a finalidade de apresentar as mudanças, as diferenças e as semelhanças das vivências coletivas e as permanências de costumes e relações sociais, sem fazer qualquer julgamento a grupos sociais.
    Diante disto, é extremamente importante elencar os eixos organizadores considerados importantes para o ensino das Ciências Humanas e Sociais:
I – Noções de espaço e tempo (na família, na escola, na comunidade, no município) – representação do espaço (mapas, globos etc.)
II – Entender a História como produto da ação de homens e mulheres.
III – Elementos Naturais (hidrografia, relevo, clima, vegetação, recursos naturais).
IV – Entender a História como processo.
V – Interdependência entre os elementos do ambiente (zona rural/urbana - história e geografia-sócio-cultural e política).
VI – Entender a História como ciência em construção.
    Diante desses pressupostos espera-se que ao longo dos três Ciclos de Formação Humana do ensino fundamental, os alunos gradativamente possam ler e compreender sua realidade, posicionar-se, fazer escolhas e agir criteriosamente, construindo habilidades para:
*    Identificar o próprio grupo de convívio e as relações que estabelecem com outros tempos e espaços;
*  Organizar alguns repertórios histórico-culturais que lhes permitam localizar acontecimentos numa multiplicidade de tempo, de modo a formular explicações para algumas questões do presente e do passado;
*  Conhecer e respeitar o modo de vida de diferentes grupos sociais, em diversos tempos e espaços, em suas manifestações culturais, econômicas, políticas e sociais, reconhecendo semelhanças e diferenças entre elas;
*  Reconhecer mudanças e permanências nas vivências humanas, presentes na sua realidade em outras comunidades, próximas ou distantes no tempo e no espaço;
*    Questionar sua realidade, identificando alguns de seus problemas refletindo sobre algumas de suas possíveis soluções, reconhecendo formas de atuação política institucionais e organizações da sociedade civil;
*    Utilizar métodos de pesquisa e de produção de textos de conteúdo histórico, aprendendo a ler diferentes registros escritos, iconográficos, sonoros; para compreender também o espaço, a paisagem, o território e o lugar, seus processos de construção, identificando suas relações, problemas e contradições;

 



4.6.5 Ciências Exatas e Naturais e suas Tecnologias:

Matemática e Ciências – Carga Horária: 06 Aulas Semanais



    A inclusão das disciplinas da área justifica-se pela relevância pedagógica e a contribuição para o desenvolvimento das capacidades mentais mediante às aproximações sucessivas na apreensão e interpretação da realidade. A complexidade das relações que se estabelecem no mundo atual decorre, em grande parte, do modo científico e lógico matemático adotado nas mais variadas formas de intervir e transformar a natureza. Em todos os lugares do mundo, independente de raças, credos, ou sistemas políticos, desde os primeiros anos de escolaridade, a matemática faz parte dos currículos escolares, ao lado da Linguagem Natural, como uma disciplina básica.
        A matemática é uma atividade humana resultante das suas necessidades consoantes aos problemas apresentados no dia-a-dia. Por ser a mais antiga das ciências, já caminhou muito, sofrendo inúmeras rupturas e reformas para adaptá-la às necessidades reais de cada época.
 A vitalidade da matemática deve-se ao fato de que, apesar do seu caráter abstrato, seus conceitos e resultados têm origem no mundo real e encontram muitas aplicações em outras ciências como: Ciência Política, Física, Química e Astronomia. Em outras áreas do conhecimento: Sociologia, Psicologia Antropologia, Medicina, Economia Política, História, Geografia etc., e inúmeros aspectos práticos da vida diária: na indústria, no comércio e na área tecnológica.
    O estudo das ciências possibilita o homem formular leis, compreender os fenômenos da natureza e utilizar-se dos recursos naturais, tentando perceber a sua interação com o ambiente.
Numa sociedade em que se convive com a supervalorização do conhecimento científico e com a crescente intervenção da tecnologia no dia-a-dia, não é possível pensar na formação de um cidadão crítico à margem do saber científico. Contudo, para pensar sobre o currículo e sobre o ensino de Ciências Naturais o conhecimento científico é fundamental, mas não suficiente.
Percebe-se logo, a importância de reconhecermos que nenhum campo do conhecimento sozinho é capaz de explicar ou de compreender as múltiplas e complexas relações que constituem a realidade. Trata-se, portanto, de organizar atividades interessantes que permitam a exploração e a sistematização de conhecimentos compatíveis ao nível do desenvolvimento intelectual dos estudantes, em diferentes momentos do desenvolvimento, sendo possível enfatizar as relações no âmbito da vida, do universo, do ambiente e dos equipamentos tecnológicos que poderão melhor situar o estudante em seu mundo.
    Transforma-se por fim na ciência que estuda todas as possíveis relações e interdependências, comportando vasto campo de teorias, modelos e procedimentos de análise, metodologias próprias de pesquisa, formas de coletar e interpretar dados.
    Dessa forma, o conhecimento matemático deve ser fruto de um processo que fazem parte: a imaginação, os contra-exemplos, as conjecturas, as críticas, os erros e os acertos, desenvolvendo-se desse modo, mediante um processo conflitivo entre muitos elementos contrastantes: o concreto e o abstrato, o particular e o geral, o formal e o informal, o finito e o infinito, o discreto e o contínuo.
    Deste modo, nos primeiros ciclos, por meio de diferentes atividades, os estudantes conhecem fenômenos, processo, explicações e nomes, resolvendo situações-problemas e organizando várias relações. Uma aprendizagem, muitas vezes lúdica, marcada pela interação direta com os fenômenos, os fatos e dados.  Poderão também construir noções científicas com uma menor complexidade e abrangência, ampliando suas primeiras experiências, conforme seu desenvolvimento permite. No 3º ciclo, conforme as aquisições anteriores, os estudantes poderão trabalhar e sistematizar idéias científicas estruturadas.
    Assim, ensinar e aprender Ciências e Matemática envolvem ações intencionais dos sujeitos, objetivando apreender e compreender os conhecimentos produzidos pela humanidade numa construção histórica e social. Esta apropriação envolve observar, formular hipóteses, investigar, validar hipóteses, raciocinar claramente e comunicar efetivamente idéias reconhecendo suas aplicações e generalizar.
    A organização da proposta de trabalho para a área deverá centrar-se nos quatro eixos básicos: sistema de numeração; grandezas e unidades de medidas; estatística e geometria, englobando a construção progressiva de conceitos, procedimentos, valores e atitudes, sendo adequadas aos diferentes níveis, em que os alunos desenvolvam as seguintes capacidades:
*  Estabelecer relações entre os conteúdos matemáticos e o cotidiano, a partir dos conhecimentos já construídos, buscando melhoria da qualidade de vida para si e para a sociedade;
*  Ampliar e desenvolver capacidade para resolver situações problema;
*  Compreender o conceito do número mediante diferentes usos no contexto social, explorando situações-problema que envolva contagens, medidas e códigos numéricos;
*  Investigar, explorar, interpretar e comunicar suas hipóteses, conclusões, em diferentes níveis, apoiando-se/estabelecendo relações de posição entre objetos no espaço, interpretar e fornecer instruções, usando terminologia adequada;
*  Identificar e usar-se de tabelas, gráficos e estimativas, compreendendo-os como linguagens que permitem a leitura e interpretação de informações variadas e construindo formas pessoais de registro na comunicação e informações coletadas;
*  Resolver operações com números naturais, por meio de estratégias pessoais e do uso de técnicas operatórias convencionais, com compreensão dos processos nelas envolvidos;
*  Tomar decisão sobre a adequação do uso do cálculo mental – exato ou aproximado – ou da técnica operatória, em função do problema, dos números e das operações envolvidas;
*  Apresentar predisposição para alterar a estratégia prevista para resolver uma situação-problema quando o resultado não for satisfatório;
*  Ampliar e consolidar os significados dos números racionais e irracionais a partir dos diferentes usos em contextos sociais e matemáticos;
*    Resolver cálculos matemáticos em diferentes situações fazendo uso dos recursos tecnológicos.
*    Diferenciar caracterizando de forma ampla, seres vivos (locomoção, reprodução, alimentação) de não vivos;
*  Adotar hábitos que favoreçam seu desenvolvimento saudável em relação ao corpo (alimentação, repouso, laser, trabalho, postura, relações sociais) ao ambiente em que vive (casa, escola, bairro, município, etc.);
*  Caracterizar transformações que ocorrem em suas vidas, corpos, entorno e ambiente (vegetação, erosão/solo, urbanização/poluição, agricultura, turismo ecológico, etc.);
*  Identificar a ocorrência de desequilíbrio analisando criticamente alguns efeitos (recursos naturais e tecnológicos);
*  Perceber a ação humana e natural sobre o ambiente melhorando ou piorando as condições de vida;
*  Reconhecer as limitações dos recursos participando da melhoria da qualidade de vida evitando consumismo e o desperdício;
*  Perceber e analisar a interdependência entre os seres vivos e não vivos, entre os ambientes, destacando a grande riqueza da diversidade;
*  Identificar diferenciação entre ambiente natural e construído/cultural;
*  Identificar caracterizando algumas funções rítmicas da natureza (nos vegetais - a frutificação, nos seres vivos - o ciclo vital, no ambiente – movimento dos astros, planetas estrelas e outros resultando nas estações das chuvas e das secas, no dia e na noite), ciclos geográficos;
*  Saber utilizar conceitos científicos básicos, associados à energia, matéria, transformação, espaço, tempo, sistema, equilíbrio e vida;
*  Formular questões, diagnosticar e propor soluções para problemas reais a partir de elementos das Ciências Naturais, colocando em prática, conceitos, procedimentos e atitudes desenvolvidos no aprendizado escolar;
*  Identificar relações entre conhecimento científico, produção de tecnologia e condições de vida, no mundo de hoje em sua evolução histórica, e compreender a tecnologia como meio para suprir as necessidades humanas, sabendo elaborar juízo sobre riscos e benefícios das práticas científico-tecnológicas;
*  Saber combinar leituras, observações, experimentações e registros para coletas, comparação entre explicações, organização, comunicação e discussão de fatos e informações;
*    Valorizar o trabalho em grupo sendo capaz de ação crítica e cooperativa para a construção coletiva do conhecimento.






















4.6.6 Proposta Pedagógica da EJA

O programa iniciado em 1997 (suplência) pela Rede Municipal de Ensino, representou um esforço inicial de um processo contínuo para a elevação do nível educacional da população trabalhadora.
A Educação de Jovens e Adultos representa, ainda, uma proposta educacional que supera o modelo escolar convencional, voltando-se para a formação geral e básica do trabalhador jovem e adulto, preparando-o enquanto cidadão, para ser mais consciente, capaz de integrar-se em novas situações, tomar decisões, interpretar informações e comunicar-se de forma oral e escrita.
Para facilitar o acesso e a permanência do aluno em atividades educativas, a educação de jovens e adultos será desenvolvida de forma presencial, possibilitando ao trabalhador a sua escolarização e continuidade dos estudos, sem precisar evadir-se por causa da dura jornada entre trabalho e estudos.
O currículo ofertado será elaborado mediante a organização de conteúdos que contemplem as necessidades do meio, estruturados de forma modular e aplicados através de atividades diferenciadas respeitando as individualidades de cada aluno e promovendo neste o prazer pelo aprender.
Para que esse objetivo seja de fato alcançado é necessário contar também com um profissional eficiente apontado pela pessoa de um coordenador pedagógico que deverá acompanhar e monitorar o processo ensino aprendizagem, oferecendo materiais instrucionais de apoio à docência, materiais didáticos para o aluno, equipamentos e instalações.
Para o ano de 2010, pretendemos oferecer a Educação de Jovens e Adultos na forma presencial de maneira que os alunos possam ter freqüência de 75%, freqüentando as aulas de segunda a sexta-feira das 18:30 às 21:30 horas, e terá disponível uma hora para atividades diferenciadas, como pesquisa onde será orientado na biblioteca pelo professor com prática na Educação de Jovens e Adultos.
Os professores terão uma jornada de 30 horas semanal, sendo que 20 horas serão para atender os alunos em sala de aula e 10 horas para planejamento, apoio pedagógico e formação continuada.
Para o cumprimento da proposta, a escola organizará a seguinte estruturação pedagógica:
·      Objetivos Gerais:

Propiciar a universalização do Ensino Fundamental à comunidade que não teve acesso à escolarização na idade própria,, promovendo uma política de desenvolvimento humano, social, político, cultural e ético;
Criar condições para que o aluno possa aprender em níveis crescentes e se apropriar do mundo do fazer, do conhecer, do agir e do conviver.

·      Objetivos Específicos do Curso:

ü     Englobar os conhecimentos e habilidades a serem adquiridas pelos alunos de forma nterdisciplinar, visando à interação entre as diversas áreas de conhecimento.
ü     Garantir o ensino de boa qualidade, combatendo o analfabetismo e aumentando o nível de escolaridade de jovens e adultos, aproveitando o potencial e conhecimentos trazidos da experiência de vida de cada um.
ü     Oferecer aos professores desta modalidade de ensino, subsídios práticos e teóricos que auxiliam sua prática pedagógica.
ü     Viabilizar cursos de formação continuada a todos os professores nas diversas áreas do ensino.


























5. Metodologia


Educar para o futuro, possibilitando ao educando enfrentar novas situações, significa criar condições para que ele não só aprenda a conhecer, mas também aprenda a fazer, a ser e a ver junto. Por isso, a metodologia desenvolvida nas áreas de conhecimento deverá estar centrada no pensar, sentir, trocar e fazer de modo criativo, significativo e prazeroso, através dos projetos desenvolvidos pela escola, pressupondo:
- uma escola atrelada a ações pedagógicas, pautada na construção do conhecimento, engajada na realidade e que não ignore a história, a política e a cultura dos agentes do processo educativo (discentes e docentes), concebendo-as como conteúdos de aprendizagem;
- uma relação dialógica em que o educando, em conjunto com o professor e seus colegas, exerça a prática de refletir com o objetivo de construir coletivamente o conhecimento;
- a necessidade de considerar as multiplicidades de visões, analisando a sua lógica, as suas determinações, a coerência de suas idéias considerando o contexto em que se insere, partindo do princípio de que ninguém é “dono da verdade”;
- a valorização de práticas interdisciplinares, já que o conhecimento produzido em qualquer área, por mais amplo que seja, representa, apenas de modo parcial e limitado de ver a realidade;
- um enfoque indutivo em que a sistematização dos conceitos vem em segundo plano.  Isso exige que o educador contenha sua ansiedade de passar determinado conteúdo, permitindo que o educando o construa;
- o desenvolvimento da “pedagogia do porquê”, uma postura questionadora que exige do educador dar significado a um objeto de conhecimento para que o aluno se interesse, a fim de entender o seu valor e articulá-lo com outros saberes; lançar desafios aos alunos e exigindo deles maior empenho e dedicação às resoluções dos problemas levantados, não permitindo que eles  se limitem a dar respostas baseadas apenas no senso comum; incentivar o educando a buscar as respostas para os “porquês” e “para que”;
- o desenvolvimento da “Pedagogia do Afeto” que consiste em contribuir para elevar a auto-estima dos educandos; resgatar a alegria de aprender por meio de atividades significativas, criando brincadeiras, promovendo jogos, contribuindo para o desenvolvimento da expressão artística, corporal, musical, promovendo a reflexão sobre os valores humanos, comportamentos éticos, formação do caráter a partir de situações concretas, experiências vividas dentro e fora da sala de aula. Planejar situações de interação que promovam a expressão de sentimentos; promover a criação e garantir a permanência de um ambiente acolhedor, onde os educandos possam se expressar sem receio de serem discriminados;
- a valorização da boa interação professor-aluno capaz de estimular o educando a buscar informações, a fazer pesquisas, a refletir, a expor suas idéias e emoções, promovendo, assim, a construção de relações significativas entre o que o educando sabe e o novo objeto de conhecimento, entre a realidade em que vive e outras formas de viver e dar sentido ao ato de “estar no mundo”.





6. Recursos

  Na busca da qualidade de ensino, a Escola Padre Dionísio Kuduavizcz dispõe de vários recursos que enriquecem o processo educativo aqui desenvolvido. Busca-se atingir os objetivos propostos através das seguintes atividades:
*    Incentivo à leitura, através da realização de projetos, de trabalhos na sala de leitura, Projeto Arte e em sala de aula.
*    Utilização do laboratório de informática.
*    Confecções de murais.
*    Seminários.
*    Festas.
*    Músicas.
*    Poesias.
*    Palestras.
*    Debates.
*    Filmes.
*    Peças de teatro.
*    Dança.
*    Jogos.
*    Artesanato.
*    Exposições.
*    Gincanas.
*    Pesquisas.
*    Excursões didática, culturais e de entretenimento.
*    Incentivo ao esporte, com formação de equipes.


7.   Normas

Orientações e Normas Disciplinares Pedagógicas

A observância dessas orientações e normas deve ser ponto de referência para os alunos, famílias, funcionários e todos os profissionais da educação da Escola Padre Dionísio.

1. HORÁRIOS
Turno da manhã:
(ASD) Auxiliares de Serviços Diversos: das 6:00 às 12:00 horas.
 Secretário Escolar: das 6:00 às 12:00 horas (segunda, quarta e sexta-feira)
Corpo Docente: das 6:50 às 11:00 horas.
Corpo Discente: das 6:50 às 11:00 horas.
Estagiária Auxiliar da Sala de Leitura: das 6:50 às 11:00 horas.
Turno da tarde:
(ASD) Auxiliares de Serviços Diversos: das 12:00 às 18:00 horas.
Secretário Escolar: das 12:00 às 18:00 horas  (terça e quinta-feira)      
Corpo Docente: das 12:50 às 17:00 horas.
Corpo Discente: das 12:50 às 17:00 horas.
Estagiária Auxiliar da Sala de Leitura: das 12:50 às 17:00 horas (segunda-feira)
Turno Intermediário:
(ASD) auxiliares de Serviços Diversos: das 9:00 às 15:00 horas.
                                                                das 10:30 às 16.30 horas.
Turno do dia
Vigilantes das 6:00 às 18:00 horas
Turno da noite:
Vigilantes: das 18:00 às 6:00 horas.

2. Dispensa:
Toda dispensa que prejudique os dias letivos e horas-aulas dos alunos será reposta de acordo com a normativa regente.
























8. Avaliação

                A avaliação deve ser um processo contínuo e integrado ao fazer diário do professor, por isso, ela deve ser realizada sempre que possível em situações normais, evitando a exclusividade da rotina das situações de provas, na qual o aluno é medido somente naquela situação específica, abandonando tudo aquilo que foi realizado em sala de aula antes da prova. A observação deve ser registrada, pois é de grande ajuda para o professor na realização de um processo de avaliação contínua.
                A avaliação será global quando realizada tendo em vista as várias áreas de capacidades do educando: cognitiva, motora, de relações interpessoais, de atuação, entre outras. A avaliação será formativa quando concebida como um meio pedagógico para ajudar o educando em seu processo educativo.
                A avaliação do processo pedagógico envolve o planejamento e o desenvolvimento do processo de ensino. Ela não começa nem termina na sala de aula. Portanto, é necessário que a avaliação cubra desde o Projeto Curricular até a programação do ensino em sala de aula e de seus resultados (a aprendizagem produzida pelos alunos).
Avaliação Formativa E Seu Sentido de Melhoria do Processo de Ensino-Aprendizagem









 








Considerações Finais

       




As relações educativas que ocorrem no contexto escolar são complexas e em permanente reconstrução, por isso, o Projeto Político Pedagógico deve ser revisto anualmente, pois a dinamicidade do processo histórico faz com que as construções de tempo e espaço sejam sempre provisórias e as verdades relativas. No entanto, qualquer mudança não invalida uma história construída num dado momento, com o enraizamento da escola em sua realidade, o comprometimento, o trabalho em equipe com a participação de todos, com a valorização do ser humano na sua totalidade, com uma gestão democrática, com companheirismo, pois o Projeto Político Pedagógico precisa destes aspectos no momento de sua construção.
O mundo está mudando numa velocidade além de nossa capacidade. Simplesmente não podemos aplicar muitas soluções tradicionais para a complexidade dos problemas que surgem com as mudanças. O desafio atual é encontrar maneiras de lidar com elas. Para trabalhar habilidades e competências exige uma mudança de postura didático-pedagógica, não mais um trabalho tradicional transmissor de informações. Para isso, temos alguns caminhos: contextualização, postura interdisciplinar, foco na aprendizagem do aluno, conceito de conteúdo ampliado.
A escola encarada como uma comunidade educativa mobiliza o conjunto de atores sociais e profissionais em torno de um projeto comum, onde é preciso demarcar os espaços próprios de ação, pois só na classificação desses limites se pode alicerçar uma colocação efetiva. Pensar um Projeto Político Pedagógico pressupõe que os educadores tenham um espaço onde possam se manifestar e que o processo da escola e suas experiências acumuladas sejam refletidos.
 Por isso, a Escola Padre Dionísio Kuduavizcz traz a proposta de uma educação voltada para a formação integral do ser humano, reconhecendo o valor da ética e priorizando os valores humanos. Procura buscar o ser humano na sua totalidade: que conhece o que faz (com o cérebro), que é capaz de adquirir e aplicar conhecimentos, que usa a inteligência para resolver os problemas; que se compromete integralmente com o que faz (com o coração), que coloca a emoção nas atividades que realiza, que adota atitudes e valores essenciais, que tem competência e habilidade para construir e promover mudanças...         




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______________- A importância do ato de ler: em três artigos que se completam. (Coleção Polemicas do Nosso Tempo, Vol. IV) 2V cd. São Paulo: Autores Associados: Ed. Cortez, 1989.
GADOTTI, Moacir, ROMÃO, José E. (orgs.). Autonomia da Escola: Princípios e Propostas. São Paulo: Cortez, 1997.
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LOYOLA. O Coordenador pedagógico e a Educação Continuada, 2001.
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MAZZOTA, M. J. S. Educação especial no Brasil. História e políticas públicas. São Paulo, Cortez, 1996.
MORETTO, Vasco Pedro. Planejamento: planejando a educação para o desenvolvimento de competências. Petrópolis, RJ: Vozes, 2007.
BOLOGNO, José Ernesto. Gestão Democrática. Revista Nova Escola.
NÓVOA, Antonio. (coord.). Os professores e sua formação. Lisboa-Portugal, Dom Quixote, 1997.
PIMENTA, Selma Garrido. A Construção do Projeto Pedagógico na Escola de 1o. Grau. In: Série Idéias nº8. São Paulo: FDE, 1992.
RESENDE, Lúcia Maria Gonçalves de; VEIGA, Ilma Passos A. (orgs.). Escola: espaço do Projeto Político-Pedagógico. Campinas: Papirus, 1998.
RIOS, Terezinha A. Significados e Pressupostos do projeto pedagógico. In: Série Idéias nº. 15, São Paulo: FDE, 1993.
SAUL, A. M. Avaliação emancipatória: desafio à teoria e à prática de avaliação e reformulação do currículo. São Paulo: Cortez e Autores Associados, 1988.
SAVIANI, Demerval. Escola e Democracia: Polêmicas do nosso tempo. Campinas: Autores Associados, 1994.
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